Comentário de Mercado

SOJA – Depois de atingir o melhor patamar em quase um mês e ultrapassar a marca de U$ 14,00 sobre março, os preços da soja operam em queda de 17 a 20 cents, a U$ 13,83, nesta manhã de quarta-feira. Ontem o fechamento ficou em U$ 14,01/março.
– O relatório de oferta e demanda de fevereiro, apresentado pelo USDA nesta terça-feira, confirmou o crescente aperto do quadro de oferta e demanda. Os estoques finais dos EUA sofreram um novo corte, em linha com o esperado, e passam a ser avaliados em 3,25MT, ante 3,80MT de janeiro. No ano passado, os estoques finais eram de 14,28MT e, no retrasado, de 24,74MT.
– O mesmo vem ocorrendo com os estoques finais do mundo. Com um novo corte, de cerca de 1,0MT em relação a janeiro, os estoques globais estão estimados em 83,36MT. No ciclo passado eram de 94,85MT e, no retrasado, de 112,88MT.
– Em relação ao Brasil, o USDA manteve a projeção de uma safra de 133,0MT, com exportações de 85,0MT. Também para a Argentina não houve alterações, com previsão de colheita de 48,0MT. As importações chinesas seguem estimadas em 100,0MT, ante 98,53MT do último ano e 82,54 do ciclo anterior.
– De maneira geral, o relatório não trouxe maiores novidades; porém, reafirmou os elementos fundamentais (demanda firme e oferta limitada) que vêm sustentando os preços há alguns meses.
– No Paraná, segundo o DERAL, a colheita chega a 1%. Em relação ao estágio, 20% estão em maturação; 67%, em frutificação e 13% em floração. Em termos de qualidade, 76% são consideradas boas; 19%, médias e 5% ruins. A produção é estimada em 20,4MT, ante 20,8MT da estação passada.
– No mercado doméstico, os preços se mantêm em níveis historicamente altos. Os prêmios nos portos giram entre 20 e 65 sobre a CBOT para embarque entre fevereiro e março. Negócios continuam escassos e apenas pontuais em razão do atraso na colheita e, sobretudo, porque mais da metade da estimativa de colheita já está comprometida com vendas antecipadas.
– Indicações de compra no oeste do estado na faixa entre R$ 158,00/160,00 para embarque até início de março e chance de negócio até a R$ 164,00 para produto pronto. Em Paranaguá, interesse de compra na faixa de R$ 168,00/169,00 por saca.

MILHO – CBOT opera em baixa de 8 a 10 cents, a U$ 5,47/março, nesta manhã de quarta-feira. Ontem, o pregão fechou em U$5,56, com queda de 7,5 cents. Mercado cede em razão de o USDA ter promovido um corte nos estoques finais dos EUA menor do que o esperado – no relatório de oferta e demanda de fevereiro, divulgado ontem.
– Analistas esperavam um corte significativo, de cerca de 5,0MT, nos estoques finais de milho norte-americano, para a casa de 34,6MT. Contudo, o USDA avalia que os estoques, ao final da temporada 2020/21 fiquem em algo como 38,15MT, uma redução de apenas pouco mais de 1,0MT sobre o mês passado.
– Ainda de olho nos números do relatório, os estoques finais mundiais permaneceram inalterados em comparação com o relatório de janeiro, em 283,83MT (enquanto mercado aguardava 280MT). No ciclo passado os estoques eram de 303,0MT.
– Em relação ao Brasil, o USDA segue estimando a safra em 109,0MT, com exportações de 39,0MT. No último ano, a colheita ficou em 102,0MT, com vendas externas de 35,5MT.
– Já, a produção argentina está prevista em 47,2MT, ante 47,5MT de janeiro e colheita de 51,0MT no ano passado.
– De acordo com o DERAL, a colheita de milho verão no Paraná atinge 10%. As lavouras no campo se dividem nas fases de: desenvolvimento vegetativo, 1%; floração, 6%; frutificação, 48% e maturação, 45%. As condições das lavouras são: 69%, boas; 23%, médias e 8%, ruins. A estimativa de produção no estado é de 3,36MT, queda de 6% em relação à colheita de 3,56MT do ano anterior.
– Ainda, segundo o DERAL, o plantio da safrinha chega a 3% no Paraná, ante 7% da mesma época do ano passado. As condições são: 95%, boas e 5%, regulares. Em relação ao estágio, as lavouras se encontram: 65% em germinação e 35% em desenvolvimento vegetativo.
– Interesse de compra, no oeste do estado, na faixa de R$ 77,00/78,00 por saca, dependendo de localização e prazo; em Paranaguá, na faixa de R$ 82,00/83,00 por saca.
CÂMBIO – Dólar opera em alta, na casa de 5,43. Ontem, fechou em R$ 5,382 (Granoeste – Camilo / Stephan).