Comentário de Mercado

SOJA – CBOT opera em alta 8 a 10 cents neste momento, manhã desta quinta –feira, a U$ 13,62/março. O pregão noturno chegou a registrar 20 cents de baixa; porém, o mercado busca recuperar-se das acentuadas perdas verificas ontem, quando os preços foram pressionados por uma avalanche de vendas por parte de fundos e especuladores e, no fechamento, tiveram perdas de 3,5%.
– De qualquer maneira, o quadro fundamental segue sustentado. Os estoques finais são os menores em sete anos e revela com clareza o aumento do consumo combinado com estagnação da oferta.
– A produção mundial prevista para esta temporada é de 361,0MT, o mesmo volume de dois anos atrás. No ano passado, porém, a produção ficou em apenas 336,5MT, o que deixou os estoques muito mais vulneráveis para enfrentar o novo surto de consumo.
– Enquanto isto, o consumo mundial saiu de 344,0MT há dois anos, para 355,0MT no ano passado e projeção de 370,0MT para esta temporada. Nos dois últimos anos, o consumo tem sido superior à produção.
– Por esta razão, o mercado está acompanhando de perto a evolução do clima na América do Sul. Por enquanto, as estimativas indicam uma colheita dentro da normalidade, com 133,0MT no Brasil; 48,0MT na Argentina e 10,3MT no Paraguai (segundo o USDA). Significa dizer que 53% da perspectiva de produção desta temporada ainda está no campo e qualquer percalço climático terá reflexo imediato na formação do preço.
– No mercado doméstico, os preços se mantêm em níveis historicamente altos. Os prêmios nos portos giram entre 30 e 55 para embarque curto e entre 15 e 25 para embarque março – acima da cotação da CBOT. Negócios continuam escassos e apenas pontuais em razão do atraso na colheita e, sobretudo, porque mais da metade da estimativa de colheita já está comprometida com vendas antecipadas.
– Indicações de compra no oeste do estado na faixa entre R$ 158,00/160,00 para embarque curto. Em Paranaguá, interesse de compra na faixa de R$ 163,00/165,00 por saca.

MILHO – CBOT opera estável, a U$ 5,34/março, nesta manhã de quinta-feira. Ontem, o pregão fechou em U$5,34, com queda de 22 cents.
– Os participantes seguem avaliando o impacto da pouca redução dos estoques de milho (norte-americanos e globais) no relatório do USDA. Na jornada anterior houve intenso volume de vendas por parte de investidores; houve também o cancelamento (operação de wash out) de 132mil toneladas de produto norte-americano.
– O mercado vive este momento de pressão, pois, duas semanas atrás, a China comprou mais de 6,0MT de milho dos EUA. Em razão desta operação, o mercado esperava um expressivo corte nos estoques finais dos EUA no relatório de oferta e demanda de fevereiro.
– A China vive nestes dias, o feriado prolongado de ano novo e está ausente do mercado. Além disto, nos EUA os estoques de etanol estão elevados à espera do retorno dos importadores chineses. Esta somatória de fatores ajuda a explicar certa letargia nas cotações do milho.
– Na Argentina, as condições das lavouras de milho são consideradas: 24% boas/excelentes, 67% regulares e 9% ruins. As áreas tidas como boas/excelentes subiram dois pontos em relação à semana passada, mas estão longe dos 59% da média dos últimos cinco anos.
– Interesse de compra, no oeste do estado, na faixa de R$ 78,50/80,00 por saca, dependendo de localização e prazo; em Paranaguá, na faixa de R$ 81,00/82,00 por saca.
CÂMBIO – Dólar opera em leve queda, na casa de 5,35. Ontem, fechou em R$ 5,372 (Granoeste – Camilo / Stephan).