Comentário de Mercado

SOJA – Chicago opera em ligeira queda (de 2 a 3 cents) nesta manhã de quinta-feira, depois de três sessões de alta. Ontem houve ganhos de 4 cents.

Apesar de certa pressão momentânea, o mercado segue positivo com perspectiva de aumento da demanda pelo produto norte-americano. A elevação das retenciones na Argentina, para 33%, também é motivo de suporte em razão da perda de competitividade do país vizinho e sinaliza que os importadores irão centrar a prospecção de produto no Brasil e na Argentina.

O mercado está mais otimista com a diminuição de casos do coronavírus. Soma-se a isto o aumento dos estímulos às principais economias do mundo, sobretudo com a redução de juros.

O controle da peste suína africana na China também concorre para aumento da demanda – prevista em 88MT para este ano, ante 82,5MT do ano passado.

No Brasil, a partir de primeiro de março, o biodiesel conta com a mistura de 12% de óleo vegetal (B12). Em setembro do ano passado houve elevação de 10% para 11%. Até 2023 a meta é chegar a 15% (B15) – informações do site Soybean & Corn Advisor. Cerca de 80% do óleo vegetal acrescido no diesel tem a soja como matéria prima.

Internamente, o câmbio segue batendo novos e expressivos recordes – sendo o principal suporte para os preços. Prêmios seguem na faixa entre 40 e 55 cents. Indicações de compra na faixa de 85,00/86,00 no oeste do estado – dependendo de local e data de embarque e de prazo de pagamento; em Paranaguá, na faixa entre R$ 92,50/93,50.

MILHO – Depois de 4 sessões de alta, os contratos futuros de milho em Chicago trabalham no campo negativo (3 cents) nesta manhã de quinta-feira, a 3,82/maio. Ontem, fechou com 4 cents de alta. A BMF trabalha em alta de 1,9 %, cotada a R$50,70/maio.

Na Argentina, o milho verão começa a ser colhido nas províncias de Santa Fé e Entre Rios. As primeiras colheitas indicam boa produtividade; porém, o clima seco pode comprometer a qualidade do milho plantado tardiamente. De acordo com o USDA, a projeção de safra está em 50MT e exportações na ordem de 33,5MT.

A previsão de clima seco para algumas regiões do Brasil começa a preocupar, podendo comprometer parte das lavouras de milho safrinha e acirrar ainda mais a disputa pelos lotes disponíveis

Comparativamente a março do ano passado, o mercado ganhou um novo patamar, com alta de preço de pelo menos 30%. Os estoques finais estão estimados em 8,5MT, ante 11,4MT da temporada anterior. É o menor volume estocado nos últimos anos, dando sustentação ao mercado.

Mercado doméstico segue firme, com patamares de preços se mantendo em níveis considerados altos. A safra de verão chega ao mercado de forma cadenciada e esparsa – sem causar pressão nas cotações. No oeste do estado, indicações de compra entre R$ 47,00/48,00 – dependendo de prazos e de localização. Porto, com indicações entre R$ 43,50/45,00 por saca.

(AS INDICAÇÕES DE PREÇO, TANTO PARA SOJA QUANTO PARA MILHO, SÃO UMA IDEIA GENÉRICA DE PREÇOS PARA O OESTE DO ESTADO E, EVENTUALMENTE, PARA O PORTO DE PARANAGUÁ. PARA INDICAÇÕES MAIS PRECISAS É NECESSÁRIO SUBMETER O LOTE EM QUESTÃO NUMA PROPOSIÇÃO FIRME DE VENDA PARA O MERCADO – PARA ISTO, LIGUE PARA GRANOESTE: (45) 3220-8383).

DÓLAR – Opera em novo e expressivo recorde, na faixa de R$ 4,61. Ontem fechou em R$ 4,58. (GRANOESTE CORRETORA – Camilo /Stephan).