Comentário de Mercado

SOJA – CBOT volta a operar em forte alta, de 15 a 17 cents, a U$ 14,22/março, nesta manhã de quarta-feira. É a quarta sessão seguida em alta, com ganhos acumulados na faixa de 50 cents e mercado se fixando acima dos U$ 14,00.
– Os fundamentos seguem muito sólidos: estoques em queda tanto nos EUA como no mundo, que reflete um quadro de demanda crescente e oferta limitada; atraso da colheita no Brasil e adversidades climáticas na América do Sul.
– O noticiário internacional volta a citar o retorno do clima quente e seco para extensas áreas do Sul do Brasil e da Argentina. Nas regiões centrais e norte do Brasil o que preocupa é o clima excessivamente úmido.
– Até a última sexta-feira, a colheita da safra brasileira mal alcançava 12,5%, ante 30,5% da mesma época do ano passado e 26,5% de média histórica. O levantamento foi realizado pela consultoria Safras & Mercado.
– Internamente, os preços se mantêm firmes; porém, são pressionados pelas complicações logísticas de todo período de entrada de safra, mas agravadas, neste ano, pelo atraso da colheita e pela necessidade de acelerar os embarques assim que o produto é colhido.
– Os prêmios nos portos brasileiros, no mercado spot, são indicados entre 15 a 20 pontos negativos a 10 pontos positivos. Prêmios pressionados e fretes em alta acabam limitando as indicações de compra no interior. Negócios continuam escassos e pontuais uma vez que a principal preocupação é acelerar o embarque dos lotes vendidos antecipadamente. Por esta razão, boa parte das tradings indicam compra somente para embarques e pagamentos mais alongados.
– Indicações de compra no oeste do estado na faixa entre R$ 156,00/157,00 para embarque curto. Em Paranaguá, interesse de compra na faixa de R$ 166,00/167,00 por saca.

MILHO – CBOT opera em alta de 3 cents, a U$ 5,57/março, nesta manhã de quarta-feira. Ontem, o pregão fechou em U$5,53, com ganhos de 2 cents. Mercado segue sustentado pela alta em outras commodities, como o trigo, soja e petróleo. Além disto, o atraso na entrada da safra brasileira de soja tem implicações positivas também para o milho, bem como a crescente procura por parte dos chineses pelo produto norte-americano.
– De acordo com o Deral, a colheita da primeira safra de milho no Paraná atinge 34%, ante 23% da mesma época do ano passado. No campo, as lavouras se encontram nos seguintes estágios: floração, 4%; frutificação, 31%, e maturação, 65%. As condições das lavouras são: 71%, boas; 21%, regulares e 8%, ruins. A safra de verão no Paraná é estimada em 3,36MT, queda de 6% em relação à safra de verão do ano passado.
– O plantio da safrinha chega a 11% no Paraná, de acordo com o Deral. As lavouras estão 90% em boas condições e 10% em condições regulares; se dividem entre os estágios de germinação, 49% e desenvolvimento vegetativo, 51%. A área é estimada em 2,36MH, aumento de 2% em relação ao ano anterior e a produção é projetada em 13,58MT, 14% a mais do que a safra passada.
– Interesse de compra, no oeste do estado, na faixa de R$ 79,00/80,00 por saca, dependendo de localização e prazo; em Paranaguá, na faixa de R$ 82,00/84,00 por saca.
CÂMBIO – Dólar opera em queda, na casa de 5,40. Ontem, fechou a R$ 5,442 (Granoeste – Camilo / Stephan).