Comentário de Mercado

SOJA – CBOT opera em leve queda, de 2 a 4 cents, a U$ 14,09/maio, nesta manhã de quarta-feira, depois de ganhos de 1,5% observados na sessão de ontem. O mercado tende a se manter bastante volátil no decorrer, mas mantendo-se num patamar elevado.
– Pode-se dizer que a volatilidade continuará sendo dada pela atuação técnica de fundos e investidores; no entanto, a sustentação dos preços continuará sendo promovida pelos elementos fundamentais.
– E os principais fundamentos são: atraso da colheita no Brasil; clima adverso no América do Sul, com tempo excessivamente seco na ponta sul do Brasil e na Argentina e umidade alta na porção central e norte do Brasil, bem como pelo consumo acelerado verificado nos últimos meses. Em suma, a sustentação é promovida pela combinação entre demanda firme e oferta limitada.
– O DERAL informa que a colheita da safra paranaense de soja chega a 23%, ante 42% da mesma semana do ano passado. Houve progresso de 15 pontos na semana. A produção do estado está avaliada em 20,34MT, ante 20,78Mt da safra anterior.
– Em nível de Brasil, segundo a AgRural, a colheita alcança 25%, ante 40% da mesma época da safra passada. Atraso no plantio e excesso de umidade em muitas regiões mantém o ritmo dos trabalhos bastante atrasados; mesmo assim, houve avanço de 10 pontos percentuais na semana.
– Internamente, os preços alcançaram novos patamares diante dos ganhos apurados na CBOT e no câmbio. Porém, o volume de negócios ainda é tímido em razão do atraso da colheita e pela prioridade em atender os contratos celebrados antecipadamente.
– Os prêmios nos portos brasileiros, no mercado spot, são indicados entre 5 e 10 pontos negativos e 10 pontos positivos. Prêmios pressionados e fretes em alta acabam limitando as indicações de compra no interior.
– Indicações de compra no oeste do Paraná na faixa entre R$ 161,00/163,00, dependendo do período de embarque e do prazo de pagamento. Em Paranaguá, interesse de compra na faixa de R$ 171,00/173,00 por saca.

MILHO – CBOT opera em queda de 5 cents neste momento, manhã de quarta-feira, a U$ 5,40/maio. Ontem, fechou em U$5,45, com ganhos de 6 pontos.
– O mercado internacional segue monitorando o clima na América do Sul, especialmente o longo período seco na Argentina, que tende a avançar por mais alguns dias; isto faz com que aumente a busca pelo produto norte-americano. Ontem, o USDA reportou venda para o Japão, de 0,17MT para temporada 2021/22. Fazia algumas semanas que não se via exportações em volume superior a 0,1MT para outros países que não fosse a China.
– De acordo com a Emater, 48% do milho no Rio Grande do Sul foi colhido até a última semana. A produtividade está decepcionante devido ao clima seco ocorrido durante o desenvolvimento das lavouras, especialmente na porção norte do estado.
– A colheita da primeira safra de milho no Paraná, de acordo com o Deral, atinge 46%, ante 37% da mesma semana do ano passado. As lavouras em campo se encontram nos seguintes estágios: floração 5%, frutificação 22% e maturação 73%. As condições das lavouras são: boas 72%, médias 21% e ruins 7%.
– Ainda, segundo o Deral, o plantio da segunda safra de milho no estado chega a 28%, contra 61% de um ano atrás. As lavouras se dividem em: germinação 63%, desenvolvimento vegetativo 36% e floração 1%.
– No mercado interno, percebe-se certa redução da oferta de milho. Muitos que necessitavam de espaço para receber a produção de soja conseguiram realizar vendas no final e início de ano. As preocupações estão centradas na colheita e alocação da safra de soja, por esta razão as negociações como milho tendem a ficar mais limitadas.
– Interesse de compra, no oeste do estado, na faixa de R$ 79,50/80,50 por saca, dependendo de localização e prazo; em Paranaguá, na faixa de R$ 82,00/84,00 por saca.
CÂMBIO – Dólar opera em alta, na faixa de R$ 5,71. Na terça-feira, fechou a R$ 5,667 (Granoeste – Camilo / Stephan).