Comentário de Mercado

SOJA – CBOT opera em leve baixa, a U$ 14,30/maio, nesta manhã de terça-feira à espera do relatório de oferta e demanda de março, que será divulgado logo mais à tarde, e sob a influência da forte desvalorização do Real (que torna o produto brasileiro mais competitivo no mercado internacional).
– O mercado aguarda novos cortes nos estoques norte-americanos e mundiais. Baixos estoques continuarão a dar suporte para os preços. O mercado também prevê alguma redução na produção da Argentina; ao mesmo tempo, para o Brasil é esperado o mesmo número de colheita do mês passado, 133,0MT.
– Os participantes também começam a olhar com mais atenção as projeções climáticas para implantação da nova safra norte-americana, que se inicia em abril, mas tem maio como o mês central. Por ora, o tempo seco começa a causar preocupações. O fato é que os preços estão muito sensíveis a quaisquer informações que impliquem em redução da oferta ou em aumento de demanda.
– No mercado doméstico, os preços se mostram em alta, com suporte dos ganhos em Chicago e, sobretudo, do câmbio. Porém, na medida em que o dólar e os preços internacionais se firmam, os prêmios acabam cedendo.
– Os prêmios nos portos brasileiros, no mercado spot, são indicados entre 25 pontos negativos e 5 pontos negativos. O preço dos fretes segue em alta, atingindo valores recordes para este período do ano.
– Indicações de compra no oeste do Paraná na faixa entre R$ 168,00/170,00, dependendo do período de embarque e do prazo de pagamento. Em Paranaguá, interesse de compra na faixa de R$ 180,00 por saca.

MILHO – CBOT opera com 4 a 5 cents de baixa neste momento, manhã de terça-feira, a U$ 5,43/maio. Ontem fechou com alta de 1,5 pontos.
– Os embarques norte-americanos seguem fortes; totalizaram, na última semana, 1,54MT, informa o USDA. Para o milho, embarques ou vendas acima de 1,0MT na semana semanais são considerados volumes expressivos.
– De acordo com AgRural, 54% da área da região Centro-Sul está semeada com milho safrinha, contra 39% da semana anterior e 80% da safra passada.
– A comercialização de safrinha atinge 33,3%, em nível de Brasil, de acordo com Safras & Mercado. Na mesma época do ano passado o índice era de 29,3%.
– A colheita de milho verão chega a 45,7% no país, de acordo com Safras & Mercado. Por estado, o ritmo é: 68,7% no Rio Grande do Sul; 58,9% em Santa Catarina; 48,9% no Paraná; 45,1% em São Paulo; 24,2% Mato Grosso do Sul; 16,5%em Goiás/DF; 12,7% em Minas Gerais e 8% no Mato Grosso.
– No mercado interno, percebe-se certa redução do volume ofertados. As preocupações estão centradas na colheita e alocação da safra de soja, bem como na implantação da safra de milho de inverno. Por esta razão as negociações tendem a ficar limitadas, o que dá mais força para novas altas.
– Interesse de compra, no oeste do estado, na faixa de R$ 81,00/83,00 por saca, dependendo de localização e prazo; em Paranaguá, indicações na faixa de R$ 79,00/80,00 por saca para embarque em julho/agosto.
CÂMBIO – Dólar opera em nova e forte alta, na faixa de R$ 5,86. Na sessão anterior, fechou a R$ 5,777 (Granoeste – Camilo / Stephan).