Comentário de Mercado

SOJA – CBOT opera com queda de cerca de 20 cents, a U$ 14,20/maio, nesta manhã de quarta-feira. Depois de quatro sessões em alta, os investidores vendem posições depois que o USDA manteve os estoques finais dos EUA e aumentou marginalmente os estoques mundiais.
– O relatório de oferta e demanda de março não trouxe maiores novidades. Os estoques finais dos EUA seguem avaliados em 3,25MT; já os estoques do mundo estão estimados em 83,74MT. O que mais surpreendeu foi a elevação dos estoques finais do mundo da temporada passada em cerca de 1,2MT, para 96,0MT.
– Na Argentina, a produção teve ajuste negativo de 0,5MT, para 47,5MT; ao mesmo tempo, para o Brasil, o USDA elevou a colheita em 1,0Mt, para 134,0MT. As importações da China continuam estimadas em 100,0MT nesta temporada.
– A nova atualização não trouxe maiores impactos na formação do preço; porém, reafirmam os fundamentos que sustentam o mercado nos atuais patamares. Os estoques seguem limitados e a produção mundial de 361,8MT é igual à de dois anos atrás. Deve-se observar que, no ano passado o clima cortou a produção para 339,0MT.
– O comportamento do clima na América do Sul (com estiagem na Argentina e excesso de chuvas na porção central e norte do Brasil), bem como as projeções para o regime de chuvas no Meio Oeste dos EUA irão dizer muito sobre a formação do preço nas próximas semanas e meses.
– No mercado doméstico, os preços são indicados em queda, em linha com as perdas na CBOT e no câmbio. Os prêmios nos portos brasileiros, no mercado spot, são indicados entre 25 pontos negativos e 5 pontos negativos. O preço dos fretes segue em alta, atingindo valores recordes para este período do ano.
– Indicações de compra no oeste do Paraná na faixa entre R$ 165,00/166,00, dependendo do período de embarque e do prazo de pagamento. Em Paranaguá, interesse de compra na faixa de R$ 176,00/177,00 por saca.

MILHO – CBOT opera com 7 a 8 cents de baixa neste momento, manhã de quarta-feira, a U$ 5,37/maio. Ontem fechou com queda de 1,25 pontos.
– Ontem, o USDA divulgou o relatório de oferta e demanda mensal, sem grandes mudanças em relação ao relatório de fevereiro. Os estoques norte-americanos de milho eram esperados com algum corte, mas o USDA manteve o mesmo volume, de 38,15MT, previstos no report passado. Os estoques mundiais também ficaram acima da expectativa dos analistas, que projetavam algo em 284,2MT; o USDA veio com 287,67MT.
– A produção brasileira segue avaliada em 109,0MT; o mercado esperava algum corte. Ao mesmo tempo, a produção argentina se mantém estimada em 47,50MT; no ano passado foi de 51,0MT.
– De acordo com Deral, o plantio da segunda safra de milho no Paraná atinge 43%, ante 72% da mesma época do ano passado. As condições das lavouras são: 96% boas e 4% regulares. Os estágios se dividem em: 45% germinação, 54% desenvolvimento vegetativo e 1% em floração.
– No mercado interno, o volume de ofertas segue limitado. As preocupações estão centradas na colheita e alocação da safra de soja, bem como na implantação da safra de milho de inverno. Por esta razão as negociações tendem a ficar limitadas, o que dá mais força para novas altas.
– Interesse de compra, no oeste do estado, na faixa de R$ 82,00/83,50 por saca, dependendo de localização e prazo; em Paranaguá, indicações na faixa de R$ 80,00/81,00 por saca para embarque em julho/agosto.
CÂMBIO – Dólar opera em baixa, na faixa de R$ 5,74. Na sessão anterior, fechou a R$ 5,792 (Granoeste – Camilo / Stephan).