Comentário de Mercado

SOJA – CBOT opera em leve queda, a U$ 14,08/maio, nesta manhã de segunda-feira. A semana começa com tom negativo, em sequência à semana passada quando houve perdas de mais de 1%. De qualquer maneira, o espaço para perdas é pequeno diante do aperto no quadro de oferta e demanda.
– O mercado segue atento na evolução do clima na América do Sul e na possibilidade de perdas mais acentuadas na Argentina. Além disto, o noticiário internacional vem relatando a falta de negócios com soja norte-americana nestes últimos dias. Por outro lado, os EUA já venderam todo o volume destinado a exportações e agora os importadores se voltam para se abastecer na América do Sul, num movimento típico de todos os anos.
– A colheita da safra brasileira chega a 45,7%, ante 58,9% da mesma época do ano passado e 54,5% de média histórica. O levantamento é da consultoria Safras & Mercado. Na última semana, houve progresso de 11 pontos percentuais. No MT os trabalhos estão finalizados em 80% (ante 97% de um ano atrás); no MS está em 66% (85%); em GO, 62% (63%); em MG, 47% (53%); no PR, 39% (70%) e no RS, 1,5% (9%).
– No mercado doméstico, os preços foram pressionados na última semana e tendem a manter o mesmo tom nesta jornada. Houve um consistente ajuste negativo tanto do câmbio quanto da CBOT. Os prêmios nos portos brasileiros, no mercado spot, são indicados entre 30 pontos negativos e 5 pontos negativos.
– Indicações de compra no oeste do Paraná na faixa entre R$ 160,00/161,00, dependendo do período de embarque e do prazo de pagamento. Em Paranaguá, interesse de compra na faixa de R$ 170,00/171,00 por saca.

MILHO – CBOT opera em alta nesta manhã de segunda-feira, a U$ 5,45/maio. Na sexta-feira, fechou estável.
– Mercado internacional está focado na América do Sul, de olho no excesso de umidade em extensas áreas do Brasil e clima seco na Argentina. Na semana anterior, a Bolsa de Grãos de Buenos Aires reduziu de 46MT para 45MT a produção de milho do país e já havia tido outras reduções anteriormente. Contrariamente, no Brasil a CONAB elevou a safra brasileira de 105,5MT para 108MT.
– O plantio de safrinha atinge 71,7% em nível de Brasil, de acordo com Safras & Mercado, ante 86,6% da mesma época do ano anterior; a média para o período é de 91,9%. Por estado, as porcentagens são: 83,4% no Mato Grosso, 72,3% em São Paulo, 70,4% em Goiás, 60,6% no Mato Grosso do Sul, 57,2% em Minas Gerais e 55,9% no Paraná.
– Também, de acordo com levantamento de Safras & Mercado, a colheita de milho verão atinge 52% em território nacional, ante 47,2% da mesma data do ano anterior e média histórica de 48,1%. Por estado: 78,8% no Rio Grande do Sul, 62,7% em Santa Catarina, 56,8% no Paraná, 48,2% em São Paulo, 29,1% em Mato Grosso do Sul, 22,5% em Goiás/DF, 16,2% em Minas Gerais e 12% no Mato Grosso.
– No mercado interno, o volume de ofertas segue limitado. As preocupações se mantêm centradas na colheita e na alocação da safra de soja, bem como na implantação da safra de milho de inverno. Por esta razão as negociações tendem a ficar limitadas, o que dá mais força para novas altas.
– Interesse de compra, no oeste do estado, na faixa de R$ 82,00/84,50 por saca, dependendo de localização e prazo; em Paranaguá, indicações na faixa de R$ 89,00/80,00 por saca para embarque em julho/agosto.
CÂMBIO – Dólar opera em alta, na faixa de R$ 5,63. Na sessão anterior, fechou em forte queda, a R$ 5,56 (Granoeste – Camilo / Stephan).