Comentário de Mercado

SOJA – Chicago opera em forte baixa (de 17 cents) nesta manhã de segunda-feira, a U$ 8,74/maio. No mês de março, as perdas chegam a 3% e, no ano, a quase 9%.
Os mercados em geral, e a soja em particular, são pressionados pelas acentuadas perdas verificadas no petróleo – depois que a Arábia Saudita, no fim de semana, decidiu elevar a produção para mais de 10 milhões de barris por dia. De acordo com o noticiário internacional, isto se deve à derrocada das negociações com a Rússia que, na semana passada, não concordou com a sugestão da OPEP de reduzir a produção para sustentar os preços, diante da queda da demanda por causa do avanço do coronavírus. Nesta manhã, o petróleo caia 22%, na maior queda diária desde a Guerra do Golfo em 1991 – e nível mais baixos dos últimos quatro anos.
Como pano de fundo, se exacerbaram ainda mais os temores em relação ao coronavírus – que já se espalha por mais de 100 países e conta com 111.300 infectados, 3.890 mortes e 62.400 pacientes curados.
O mercado também se posiciona frente ao relatório de oferta e demanda de março, que será apresentado pelo USDA amanhã. Analistas aguardam certa redução dos estoques finais dos EUA, combinado com alguma elevação das exportações e do esmagamento; a produção na América do Sul é esperada com ajuste positivo, notadamente no Brasil.
A China permanece como a grande incógnita na equação da demanda. Os transtornos domésticos, com duas epidemias, a peste suína africana (que atinge animais) e o coronavírus (que afeta humanos) torna nebuloso o cumprimento do acordo com os EUA, que prevê a compra de grandes quantidades de produtos agropecuários.
(NOS EUA, OS RELÓRIOS FORAM ADIANTADOS EM UMA HORA NESTE FIM DE EMANA – HORÁRIO DE VERÃO. PORTANTO, O PREGÃO NORMAL COMEÇA ÀS 10HS30MIN E TERMINA ÀS 15H15MIN).
No início dos trabalhos desta segunda-feira, o mercado se apresenta confuso, com forte queda na Bolsa de Chicago e novo e disparado recorde para o câmbio – que chegou próximo a R$ 4,80. Prêmios ainda vagos; na sexta-feira eram negociados na faixa entre 40 e 50 cents. A tendência é que câmbio nas alturas tenha força para pressionar os prêmios, apesar da queda na CBOT. Primeiras e vagas indicações de compra no oeste do estado na faixa entre R$ 85,00/86,00, dependendo de local, período de embarque e data de pagamento; em Paranaguá, na faixa entre R$ 92,00/93,50.
MILHO – Os contratos futuros de milho, em Chicago, trabalham no campo negativo (5 a 6 cents) nesta manhã de segunda-feira, a 3,70/maio. Na sexta-feira, fechou com 5,75 cents de baixa. A BMF trabalha em queda de 0,4%, cotada a R$50,10/maio.
Apesar de safra de milho cheia, o mercado se mantém aquecido, uma vez que as exportações recordes deixaram a oferta doméstica reduzida. De acordo com Rafael Ribeiro, da Scot consultoria, “Apesar de uma safra recorde, temos um cenário de demanda bastante firme, além do câmbio, que ajuda a manter os preços em alta”.
Devido a alta expressiva do dólar, os produtores optam por se capitalizar com vendas de soja, aproveitando o bom momento na exportação, retendo assim as vendas de milho.
De acordo com Paulo Molinari, da agência Safras, a atenção se volta para alguns pontos nesta semana: Argentina, com clima seco; exportações fracas dos EUA; baixas expressivas no petróleo, que devem afetar as margens no etanol; relatório de oferta e demanda (WASDE); intenção de plantio nos EUA (31 de março); plantio da safrinha no Brasil e previsões de clima adverso; perdas no RS e câmbio elevado.
O plantio de safrinha no Mato Grosso, segundo o IMEA, chegou a 98% até a última sexta-feira, ante 96% do ano anterior. Os dados são do IMEA.
Mercado doméstico segue firme. A safra de verão chega ao mercado de forma cadenciada e esparsa – sem causar pressão nas cotações. No oeste do estado, indicações de compra entre R$ 47,50/49,00 – dependendo de prazos e de localização. Porto, com indicações entre R$ 43,50/45,00 por saca.
(AS INDICAÇÕES DE PREÇO, TANTO PARA SOJA QUANTO PARA MILHO, SÃO UMA IDEIA GENÉRICA DE PREÇOS PARA O OESTE DO ESTADO E, EVENTUALMENTE, PARA O PORTO DE PARANAGUÁ. PARA INDICAÇÕES MAIS PRECISAS É NECESSÁRIO SUBMETER O LOTE EM QUESTÃO NUMA PROPOSIÇÃO FIRME DE VENDA PARA O MERCADO – PARA ISTO, LIGUE PARA GRANOESTE: (45) 3220-8383).
DÓLAR – Opera em novo e disparado recorde, na faixa de R$ 4,75, mas já bateu em R$ 4,79 nesta manhã. Na sexta-feira, fechou em R$ 4,63. (GRANOESTE CORRETORA – Camilo /Stephan).