Comentário de Mercado

SOJA – CBOT opera estável, a U$ 14,16/maio, nesta manhã de segunda-feira, depois dos fortes ganhos registrados na sexta-feira, quando as perdas dos dias anteriores foram praticamente zeradas.
-O mercado segue girando no maior patamar dos últimos sete anos e se mantém postado no atraso da colheita e em possíveis perdas no Brasil e na Argentina, bem como na sólida demanda chinesa. Cresce a expectativa para a próxima safra dos EUA.
– Pelas primeiras projeções, os baixos estoques norte-americanos, estimados em apenas 3,25MT ao final desta temporada, não serão recompostos com a nova safra, cujo plantio se inicia em abril. As indicações do fórum do USDA, realizado em meados de fevereiro, apontam para estoques inferiores a 4,0MT ao final do ciclo 2021/22. Na próxima semana o USDA irá divulgar a primeira intenção de plantio, estimando a área a ser semeada com cada cultura.
– A colheita da safra brasileira de soja chega a 59,5%, ante 68,4% da mesma época do ano passado e 62,9% de média histórica. O levantamento é da consultoria Safras & Mercado. No MT os trabalhos estão finalizados em 92% da área (99% na mesma data do ano anterior); No MS, em 82% (95%); em GO, 80% (84%); em MG, 65% (79%); no PR, 62% (80%); na BA, 18% (21%) e no RS, 6% (19%).
– Internamente, as indicações de compra continuam cedendo em resposta a um câmbio mais acomodado e às perdas na bolsa norte-americana. O produtor, que já vinha participando pouco em razão do grande percentual vendido antecipadamente, fica ainda mais retraído diante da momentânea inversão de suas expectativas.
– Prêmios no mercado spot são cotados na faixa entre 20 e 10 cents negativos nos principais portos brasileiros. Indicações de compra no oeste do estado na faixa entre R$ 156,00/158,00 por saca; em Paranaguá, entre R$ 167,00/168,00.

MILHO – CBOT opera em leve queda, cotada a U$5,55/maio, nesta manhã de segunda-feira. Na sexta-feira, pregão encerrou em U$5,57. Mercado cede devido à realização de lucros, depois de belos ganhos em sessões anteriores.
– Na semana passada, a China atuou pesado no mercado norte-americano, adquirindo mais de 3,5MT de milho para entrega na temporada 2020/21.
– De acordo com a consultoria Safras & Mercado, a produção brasileira de milho, neste ano, pode alcançar 112,8MT, um novo recorde histórico. O número é abaixo da estimativa de janeiro, que era de 113,46MT; porém, acima da colheita de 106,83MT do ciclo passado.
– O plantio de milho safrinha atinge 86,2% no Centro-Sul do Brasil, ante 90,3% da mesma época do ano passado e média histórica de 96,1%. Os dados são da consultoria Safras & Mercado. Os trabalhos chegam a 96,8% no Mato Grosso, 82,8% em São Paulo, 81,7% em Goiás, 78,2% no Mato Grosso do Sul, 77,9% no Paraná e 64,4% em Minas Gerais.
– No mercado interno, o volume de ofertas segue limitado. As preocupações se mantêm centradas na colheita e na alocação da safra de soja, bem como na implantação da safra de milho de inverno. Por esta razão as negociações seguem limitadas, o que dá mais força para os preços.
– Interesse de compra, no oeste do estado, na faixa de R$ 84,00/86,00 por saca, dependendo de localização e prazo; em Paranaguá, indicações na faixa de R$ 76,00/78,00 por saca para embarque em julho/agosto.
CÂMBIO – Dólar opera em alta neste momento, cotado a R$ 5,53. Na sessão anterior fechou em leve baixa, a R$ 5,485 (Granoeste – Camilo / Stephan).