Comentário de Mercado

SOJA – CBOT opera ligeiramente em alta, a U$ 14,20/maio, nesta manhã de terça-feira. Apesar das oscilações negativas da semana passada, o mercado se firma novamente acima dos U$14,00, nível que indica a situação de grave aperto no quadro de oferta e demanda.
– Além do clima na América do Sul, os participantes estão atentos às previsões de longo prazo nos EUA, onde a safra começa a ser semeada em abril e se intensifica em maio.
– O grupo Pro Farmer estima um aumento de 7% na área de soja dos EUA, chegando a 35,98 milhões de hectares, ante 33,63MH plantados da última campanha. O Fórum do USDA, realizado em fevereiro, prevê um aumento ainda maior, para algo como 36,6MH. Na semana que vem, dia 31, o USDA vai divulgar o levantamento de área, no relatório chamado de Primeira Intenção de Plantio.
– Depois de um começo lento, as exportações brasileiras de soja ganharam forte ritmo neste mês de março e já somam 7,62MT nestes primeiros 20 dias. Embora o volume seja similar àquele embarcado no mesmo período de março do ano passado, a receita é cerca de 20% superior em razão da alta dos preços internacionais. Na temporada, os despachos somam 10,5MT, contra 12,9MT do mesmo período da temporada passada.
– Internamente, as indicações de compra se estabilizaram e até esboçaram alguma reação em resposta ao câmbio e aos ganhos internacionais. O volume de oferta, no entanto, segue restrito, uma vez que a preocupação premente é atender ao grande volume de contratos realizados antecipadamente, num cenário que joga dúvidas sobre os reais índices de produtividade.
– Prêmios no mercado spot são cotados na faixa entre 25 e 10 cents negativos nos principais portos brasileiros. Indicações de compra no oeste do estado na faixa entre R$ 158,00/160,00 por saca; em Paranaguá, entre R$ 169,00/170,00.

MILHO – CBOT opera ligeiramente em baixa, cotada a U$5,49/maio, nesta manhã de terça-feira. Ontem, pregão fechou em queda, cotado a U$5,50.
– Em pesquisa de intenção de plantio realizado pela Pro Farmer em território estadunidense, a área de milho deverá ocupar 37,7 milhões de hectares, contra 36,7MH do ano passado. Neste fim de mês, haverá a divulgação do levantamento de intenção de plantio por parte dos USDA.
– Segundo o USDA, na temporada 2020/21, iniciada em setembro do ano passado, os EUA já exportaram 32,0MT de milho, ante 16,9MT do mesmo período do ciclo passado.
– De acordo com a consultoria Safras & Mercado, a colheita da safra de milho verão atinge 55% em nível de país, ante 52,9% de período equivalente do ano passado e 56,2% da média de 5 anos. Por estado: 79,3% no Rio Grande do Sul, 68,3% no Paraná, 64,7% em Santa Catarina, 50,2% em São Paulo, 34,6% no Mato Grosso do Sul, 24,1% em Goiás/DF, 21% no Mato Grosso e 18,8% em Minas Gerais.
– No mercado interno, o volume de ofertas segue limitado. As preocupações se mantêm centradas na colheita e na alocação da safra de soja, bem como na implantação da safra de milho de inverno. Por esta razão as negociações seguem limitadas, o que dá mais força para os preços.
– Interesse de compra, no oeste do estado, na faixa de R$ 84,00/86,00 por saca, dependendo de localização e prazo; em Paranaguá, indicações na faixa de R$ 75,00/76,00 por saca para embarque em julho/agosto.
CÂMBIO – Dólar opera estável neste momento, cotado a R$ 5,52. Na sessão anterior fechou em leve alta, a R$ 5,518 (Granoeste – Camilo / Stephan).