Comentário de Mercado

SOJA – CBOT opera em alta de 2 a 4 cents, a U$ 14,26/maio, neste momento, manhã de quarta-feira. Ontem, depois de operar com alta de quase 20 cents, o mercado se acomodou e fechou com ganhos de apenas 6 pontos. – O mercado, no entanto, se mostra firme acima dos U$ 14,00 nas posições mais próximas. É importante notar que as cotações na CBOT estão invertidas. As posições mais distantes caem cerca de U$ 2,00/bushel em razão da expectativa positiva quanto à reposição dos estoques com a chegada da nova safra norte-americana a partir de setembro/outubro. – O quadro geral de oferta e demanda segue apertado. Nas últimas semanas, no entanto, ficou mais evidente que a baixa disponibilidade de óleo é o item mais preocupante; os preços já subiram 12% neste mês de março e emprestam suporte para o farelo e, por extensão, para a soja. O mundo passa por um aperto crescente na oferta de óleos vegetais. A China conta com os menores estoques em cinco anos. – O DERAL informa que a colheita da safra de soja no Paraná chega a 75%, em linha com o ritmo do ano passado. Na semana, houve avanço de 17 pontos percentuais. A colheita é estimada em 20,3MT, ante 20,8MT do ciclo anterior. – Internamente, as indicações de compra seguem mais acomodadas. O volume de negócios se mantém restrito. A preocupação do momento é atender ao grande volume de contratos realizados antecipadamente, num cenário que joga dúvidas sobre os reais índices de produtividade. – Prêmios no mercado spot são cotados na faixa entre 25 e 10 cents negativos nos principais portos brasileiros. Primeiras indicações de compra no mercado spot, no oeste do estado, na faixa entre R$ 159,00/160,00 por saca; em Paranaguá, entre R$ 169,00/170,00.
MILHO – CBOT opera estável, cotada a U$5,51/maio, neste momento, manhã de quarta-feira. Ontem, pregão fechou em alta de 2 pontos, cotado a U$5,51. – Nos EUA, da mesma forma que no Brasil, os produtores passaram a reter as ofertas de milho diante do crescente interesse chinês e atentos ao clima na América do Sul. A retração das vendas tem sido um dos fatores de sustentação dos preços tanto no mercado físico quanto em Chicago. – Na CBOT, as cotações estão invertidas; ou seja, os meses presentes estão com cotações mais altas, indicando escassez de produto no curto prazo. Já, os vencimentos mais distantes estão com preços mais baixos devido a perspectiva de entrada de uma safra cheia a partir de setembro/outubro e esperança de reposição de estoques. – De acordo com o DERAL, a colheita de milho no Paraná atinge 74%, ante 67% do mesmo período no ano anterior. As condições das lavouras ainda por colher se encontra: 62% boas, 29% regulares e 9% ruins. – Ainda segundo o DERAL, o plantio da segunda safra de milho atinge 88% no Paraná, contra 90% do período equivalente do ano passado. Em relação à qualidade, 94% das lavouras são consideradas boas; 5%, regulares e 1%, ruins. A evolução se divide entre os estágios de: germinação, 38%; desenvolvimento vegetativo, 60% e floração, 2%. – No mercado interno, o volume de ofertas segue limitado. As preocupações se mantêm centradas na colheita e na alocação da safra de soja, bem como na implantação da safra de milho de inverno. Além disto, o produtor retém vendas diante das constantes altas de preço. – Interesse de compra, no oeste do estado, na faixa de R$ 85,00/87,00 por saca, dependendo de localização e prazo; em Paranaguá, indicações na faixa de R$ 74,00/76,00 por saca para embarque em julho/agosto. CÂMBIO – Dólar opera estável neste momento, cotado a R$ 5,52. Na sessão anterior fechou em leve alta, a R$ 5,518 (Granoeste – Camilo / Stephan).