Comentário de Mercado

SOJA – CBOT opera novamente em baixa, caindo abaixo dos U$ 14,00, a U$ 13,94/maio, neste momento, manhã de segunda-feira, num movimento de ajuste de posições por parte dos investidores.
– O mercado se posiciona para receber dois importantes relatórios, a serem divulgados pelo USDA neste fim de mês. O primeiro se refere à área a ser semeada na próxima temporada. O mercado aguarda um substantivo aumento, da ordem de 8,3%, pulando de 33,63 milhões de hectares para 36,42MH.
– O outro, é o relatório trimestral de estoques, cujo levantamento mostra o volume de soja existente em solo norte-americano em primeiro de março, exatamente na metade do ano agrícola. A expectativa do mercado aponta para estoques de 42,5MT, uma queda expressiva em relação aos 61,4MT existentes em primeiro de março do ano passado. Esta queda acentuada dos estoques é, com certeza, a principal motivação para que o mercado tenha alcançado a faixa de U$ 14,00 por bushel neste início de ano.
– Um pouco maior ou menor em relação às projeções do mercado, o fato é que o aperto nos estoques continuará a dar sustentação aos preços. Porém, com a divulgação da primeira intenção de plantio entra um novo elemento na formação do preço: a real extensão do plantio nos EUA e o comportamento do clima nos campos do Meio-Oeste.
– No Brasil, a colheita da safra chega a 66,9%, ante 74,4% do ano passado e 69,6% de média histórica, informa a consultoria Safras & Mercado em levantamento divulgado na última sexta-feira. No MT, os trabalhos estão finalizados em 97% (99% da mesma data do ano passado); em GO, 89% (86%); no MS, 86% (97%); em MG, 82% (81%); no PR, 78% (85%), na BA, 22% (27%) e no RS, 11% (40%).
– Internamente, a desvalorização do Real tem compensado a queda dos preços na bolsa norte-americana e sustentado e até elevado as indicações de compra. O volume de negócios, no entanto, se mantém restrito. Segue a preocupação dos produtores em atender ao grande volume de contratos realizados antecipadamente, bem como em finalizar o plantio (já bastante atrasado) do milho safrinha.
– Prêmios no mercado spot são cotados na faixa entre 25 e 10 cents negativos nos principais portos brasileiros. Indicações de compra no mercado pronto, no oeste do estado, na faixa entre R$ 163,00/165,00 por saca; em Paranaguá, entre R$ 173,00/175,00.

MILHO – CBOT opera em baixa, cotada a U$5,47/maio, neste momento, manhã de segunda-feira. Na sexta-feira, pregão encerrou com 6 pontos positivos. Mercado cede devido à expectativa de aumento de área de milho no próximo plantio dos EUA.
– Neste dia 31 serão divulgados, pelo USDA, dois importantes relatórios: o de estoques trimestrais e o de intenção de plantio. Em relação aos estoques trimestrais de milho, em 1º de março nos EUA, o mercado estima algo como 197,6MT, ante 202,0MT de primeiro de março do ano anterior. No que se refere a intenção de plantio, o mercado prevê para a safra 2021/22 área de 37,68MH destinada para milho, ante 36,75MH do último ano. O plantio já foi iniciado nos estados mais ao sul, deve avançar lentamente em abril e se intensificar em maio.
– De acordo com Safras & Mercado, o plantio de milho safrinha na região Centro-Sul do BR chega a 95,7%, de uma área estimada em 14,12MH, ante 96,6% de uma área de 13,27MH na temporada anterior. A média de plantio dos últimos 5 anos é de 99%. Por estados, os percentuais são: 99,6% no Mato Grosso, 96,7% no Mato Grosso do Sul, 95,6% em São Paulo, 94,3% no Paraná, 92,3% em Goiás e 78,2% em Minas Gerais.
– No mercado interno, o volume de ofertas segue limitado. As preocupações se mantêm centradas na colheita e na alocação da safra de soja, bem como na implantação da safra de milho de inverno. Além disto, o produtor retém vendas diante das constantes altas de preço.
– Interesse de compra, no oeste do estado, na faixa de R$ 87,00/89,00 por saca, dependendo de localização e prazo; em Paranaguá, indicações na faixa de R$ 76,00/78,00 por saca para embarque em julho/agosto.
CÂMBIO – Dólar opera em alta nesta manhã, cotado em R$ 5,77. Na Sexta-feira, fechou em R$ 5,740. A desvalorização está associada à persistência e gravidade da pandemia, bem como aos desencontros na definição de políticas para o país por parte do governo e do congresso, o que contribui para aumento da instabilidade econômica. (Granoeste – Camilo / Stephan).