Comentário de Mercado

SOJA – CBOT opera em recuperação, com ganhos de 6 a 8 cents, a U$ 13,75/maio, neste momento, manhã de quarta-feira. Ontem houve perdas acentuadas, de quase 30 cents, com a intensificação de vendas por parte de investidores, que estimam forte incremento de área na próxima safra norte-americana.
– Mesmo com os ganhos de momento, o mês de março registra perdas superiores a 2%, depois de nove meses seguidos de ganhos mensais, que elevou os preços ao melhor patamar em quase oito anos.
– Logo mais à tarde, o USDA irá divulgar os relatórios de primeira intenção de plantio e de estoques trimestrais. O mercado aguarda um expressivo aumento na área semeada com soja, da ordem de 8,3%, passando de 33,63 milhões de hectares do último ciclo, para 36,42MH nesta temporada, cujo mês central de plantio é maio.
– O relatório trimestral de estoques, deve mostra uma acentuada queda nos estoques de primeiro de março, data que marca a metade do ano agrícola. A expectativa aponta para estoques de 42,5MT, queda superior a 30% no comparativo com as 61,4MT existentes em primeiro de março do ano passado.
– Daqui para frente entra nas análises de forma mais consistente e, por consequência, na formação do preço, a extensão a ser semeada nos EUA, o ritmo de trabalho nos campos do Meio Oeste, bem como o comportamento do clima.
– O último levantamento da consultoria AgRural mostra que a colheita da safra brasileira chega a 71%, ante 76% da mesma época do ano passado e 70% de média histórica.
– Internamente, o ritmo de negócios segue lento, com preços, de um lado sustentados pela alta recente do câmbio e, de outro, limitados pela queda na bolsa norte-americana.
– Prêmios no mercado spot são cotados na faixa entre 20 e 5 cents negativos nos principais portos brasileiros. Indicações de compra no mercado pronto, no oeste do estado, na faixa entre R$ 161,00/162,00 por saca; em Paranaguá, entre R$ 169,00/170,00.

MILHO – CBOT opera estável, cotado a U$ 5,39/maio, neste momento, manhã de quarta-feira. Ontem, o pregão fechou em queda de 7 pontos. Até aqui, em março, as perdas se acumulam em 1,5%, depois de o mercado ter atingido o melhor patamar em mais de sete anos.
– Logo mais à tarde serão divulgados, pelo USDA, dois importantes relatórios: o de estoques trimestrais e o de intenção de plantio. Em relação aos estoques trimestrais de milho, em 1º de março nos EUA, o mercado estima algo como 197,6MT, ante 202,0MT de primeiro de março do ano anterior. No que se refere a intenção de plantio, o mercado prevê, para a safra 2021/22, área de 37,68MH destinada para milho, ante 36,75MH do último ano. O plantio já foi iniciado nos estados mais ao sul, deve avançar lentamente em abril e se intensificar em maio.
– Mercado aguarda aumento na área de plantio tanto para soja quanto para milho. Por outro lado, os são esperados estoques em queda acentuada, sobretudo na soja. O aperto nos estoques é a principal razão que levou os preços aos níveis que temos observado ultimamente. Os participantes aguardam ansiosamente por estes números que, por certo, irão direcionar a formação do preço.
– O Simepar está alertando que o outono será de chuvas irregulares e temperaturas mais frias no estado do Paraná. Com início em maio, ondas de frio e ar seco devem entrar pelo sul do país com maior frequência e intensidade.
– De acordo com o Deral, até a última semana, 88% do milho estava plantado no Paraná (um tanto atrasado), podendo sofrer com as baixas temperaturas previstas pela frente.
– No mercado interno, o volume de ofertas segue limitado. As preocupações se mantêm centradas na colheita e na alocação da safra de soja, bem como na implantação da safra de milho de inverno. Além disto, o produtor retém vendas diante das constantes altas de preço.
– Interesse de compra, no oeste do estado, na faixa de R$ 89,00/91,00 por saca, dependendo de localização e prazo; em Paranaguá, indicações na faixa de R$ 76,00/78,00 por saca para embarque em julho/agosto.
CÂMBIO – Dólar opera em leve alta, nas faixa de R$ 5,77. Ontem, fechou a R$5,758 (Granoeste – Camilo / Stephan).