Comentário de Mercado

SOJA – CBOT opera em alta de 10 a 12 cents, a U$14,13/maio, neste momento, manhã de segunda-feira, buscando recuperar-se das perdas observadas no último pregão.
– Na quarta-feira, no entanto, os preços fecharam no limite de alta de 70 cents por bushel, com o mercado fortemente impactado pelo surpreendente relatório de plantio dos EUA que indicou área menor do eu a esperada por consultores e analistas.
– De acordo com o USDA, os produtores norte-americanos planejam semear 35,45 milhões de hectares de soja neste ano, um aumento de 5,4% sobre os 33,63MH do ano passado. A projeção, porém, ficou bem abaixo dos 36,42MH estimados pelo mercado. O fato é que os EUA precisam de uma grande produção para aliviar as tensões geradas pelo aperto no quadro de oferta e demanda.
– Esta projeção é apenas a primeira intenção de plantio. Daqui para frente, os trabalhos de campo serão monitorados de perto e as condições climáticas terão peso determinante na extensão final semeada.
– Em relação aos estoques trimestrais, o relatório do USDA mostrou que, em primeiro de março, havia, em solo norte-americano, 42,57MT de soja, um volume alinhado com as expectativas do mercado. Em relação a primeiro de março do ano passado, no entanto, a queda é de 30,5%.
– A colheita da safra brasileira chega a 76,2%, ante 82,2% da mesma época do ano passado e 76,9% de média histórica. O levantamento é da consultoria Safras & Mercado e foi divulgado na última quinta-feira. No MT os trabalhos estão finalizados em 99% (100% da mesma data do ano passado); no MS, 98% (100%); em GO, 95% (95%); em MG, 92% (91%); no PR, 90% (95%); na BA, 32% (35%) e no RS, 27% (59%).
– O mercado interno segue lento, mas com preços firmes. Prêmios no mercado spot são cotados na faixa entre 25 e 5 cents negativos nos principais portos brasileiros. Indicações de compra no mercado pronto, no oeste do estado, na faixa entre R$ 164,00/165,00 por saca; em Paranaguá, entre R$ 172,50/173,50.

MILHO – CBOT opera estável, cotada a U$ 5,59/maio, neste momento, manhã de segunda-feira.
– De acordo com a Reuters, mercado é sustentado pela preocupação de baixa oferta de milho global para ração animal. Na semana passada, a CBOT/maio teve ganhos de 1,3%.
– A China está vendendo arroz e trigo de seus estoques estatais para a produção de rações. Isto ocorre porque os preços do milho bateram recordes no mês de março e chegaram a níveis inviáveis para alimentação animal. Somente na quarta-feira, foram vendidas entre 1,4 a 1,5MT de arroz (70% do volume posto à venda). A China pretendia leiloar estes produtos mais adiante, lá por junho/julho, mas deve continuar a ofertar novos lotes até que os preços de milho se estabilizem.
– Em diversos estados a baixa umidade dos solos começa a afetar a evolução do milho safrinha. Em particular, em Goiás, a falta de chuvas está trazendo sérias inquietações aos produtores. Normalmente, o milho safrinha é plantado no final de fevereiro, mas, este ano, com atraso da colheita de soja, o plantio foi realizado em meados de março e com poucas chuvas até o momento.
– No Mato Grosso, de acordo com o IMEA, o plantio da safrinha foi finalizado neste início de abril. No ano passado, o plantio foi concluído com pelo menos duas semanas de antecedência.
– No mercado interno, o volume de ofertas segue limitado. As preocupações se mantêm centradas na colheita e na alocação da safra de soja, bem como na implantação da safra de milho de inverno. Além disto, o produtor retém vendas diante das constantes altas de preço, as quais já, há algum tempo, vêm dificultando a viabilidade da cadeia produtiva de carnes.
– Interesse de compra, no oeste do estado, na faixa de R$ 90,00/92,00 por saca, dependendo de localização e prazo; em Paranaguá, indicações na faixa de R$ 78,00/80,00 por saca para embarque em julho/agosto.
CÂMBIO – Dólar opera em leve baixa, na faixa de R$ 5,67. Ontem, fechou a R$5,711 (Granoeste – Camilo / Stephan).