Comentário de Mercado

SOJA – Chicago opera com recuperação de 8 a 9 cents nesta manhã de terça-feira, a U$ 8,79/maio – depois das perdas acentuadas, superiores a 2%, registradas na jornada anterior e perdas de 4% nas últimas três sessões de queda consecutiva.
Depois da derrocada geral dos mercados de commodities e de ativos financeiros na abertura da semana, os preços em geral voltam a operar no campo positivo, estimulados pelo sentimento de que os governos vão tomar medidas de incentivo à economia – notadamente por meio do aumento da liquidez e queda dos juros.
Ontem o petróleo caiu mais de 20% como efeito secundário do avanço do coronavírus. O estopim foi a declarada guerra de preços alardeada pela Arábia Saudita, depois que as negociações para a redução da produção foram interrompidas por parte da Rússia. Hoje o petróleo se recupera em cerca de 10%, sendo negociado na faixa entre U$ 34.00/35.00 por barril. As principais bolsas de ações também operam em alta nesta terça-feira.
Logo mais, o USDA irá divulgar o relatório mensal de oferta e demanda. Na perspectiva dos analistas haverá poucos ajustes. Espera-se algum aumento nos estoques finais mundiais.
Atualizando dados sobre o coronavírus: 114.600 casos (sendo 9.170 na Itália), com 4.028 mortes e 64.050 pacientes recuperados.
Enquanto isto, no Brasil a colheita chega a 49,2%, informa levantamento da consultoria Safras & mercado, divulgado na última sexta-feira. Na mesma época do ano passado, o índice era de 52% e a média histórica, de 47%.
(NOS EUA, OS RELÓGIOS FORAM ADIANTADOS EM UMA HORA NO ÚLTIMO FIM DE SEMANA – HORÁRIO DE VERÃO. PORTANTO, O PREGÃO NORMAL COMEÇA ÀS 10HS30MIN E TERMINA ÀS 15H15MIN).
A Conab elevou a estimativa de colheita da safra brasileira para 124,2MT, 1,0MT a mais do que o levantamento anterior. Isto representa aumento de 8% em relação aos 115MT da última temporada.
Ontem, o mercado brasileiro foi conturbado em razão da dinâmica errática das variáveis que formam o preço. Apesar da disparada do dólar, que chegou a ser cotado em R$ 4,79 (fechando em R$ 4,727), as cotações domésticas foram pressionadas pelas acentuadas perdas em Chicago e pela queda dos prêmios nos portos brasileiros. De qualquer maneira, os preços internos seguem definidos essencialmente pela desvalorização do Real e, assim, tendem a permanecer por um longo tempo.
Indicações de compra no oeste do estado na faixa entre R$ 84,50/85,50, dependendo de local, período de embarque e data de pagamento; em Paranaguá, na faixa entre R$ 92,00/93,00.
MILHO – Os contratos futuros de milho, em Chicago, trabalham no campo positivo (3 a 4 cents) nesta manhã de terça-feira, a 3,76/maio. Ontem, pregão fechou com 3,75 cents de baixa, seguindo mercados globais que caíram fortemente devido à queda do petróleo. A BMF trabalha em queda de 0,16%, cotada a R$50,07/maio.
As inspeções de embarque de milho norte-americano atingiram 0,82MT na última semana, enquanto esperado era 0,95MT. Os dados são do USDA.
No relatório de oferta e demanda que sai logo mais à tarde, o mercado aguarda a produção brasileira em 100,9MT e, para a Argentina, a previsão é de 50,1MT – ambas as projeções muito próximas das estimativas do mês passado.
A oferta total do Brasil, na somatória entre estoques de passagem e produção, poderá chegar a 115,72MT nesta temporada, abaixo do volume total o ciclo anterior, de 121,25MT. Apesar de menor volume, as exportações são previstas em 29,7MT, forte queda em relação à última estação, quando as exportações ficaram em 41,17MT.
Mercado doméstico segue firme. A safra de verão chega ao mercado de forma cadenciada e esparsa – sem causar pressão nas cotações. No oeste do estado, indicações de compra entre R$ 47,50/49,00 – dependendo de prazos e de localização. Porto, com indicações entre R$ 43,50/45,00 por saca.
(AS INDICAÇÕES DE PREÇO, TANTO PARA SOJA QUANTO PARA MILHO, SÃO UMA IDEIA GENÉRICA DE PREÇOS PARA O OESTE DO ESTADO E, EVENTUALMENTE, PARA O PORTO DE PARANAGUÁ. PARA INDICAÇÕES MAIS PRECISAS É NECESSÁRIO SUBMETER O LOTE EM QUESTÃO NUMA PROPOSIÇÃO FIRME DE VENDA PARA O MERCADO – PARA ISTO, LIGUE PARA GRANOESTE: (45) 3220-8383).
DÓLAR – depois de um novo e disparado recorde verificado na jornada anterior, quando chegou a ser cotado em R$ 4,79 e fechando em R$ 4,727, o dólar opera em queda nesta manhã, na faixa de R$ 4,68. (GRANOESTE CORRETORA – Camilo /Stephan).