Comentário de Mercado

SOJA – CBOT volta a trabalhar no campo positivo, com ganhos entre 15 e 17 cents, a U$ 14,29/maio, neste momento, manhã de terça-feira. Depois da projeção de aumento de apenas 5% na área semeada nos EUA, o mercado volta a se postar acima dos U$ 14,00 em Chicago, refletindo o aperto do quadro de oferta e demanda.
– O noticiário internacional também cita o atraso da colheita no Brasil e a lentidão no escoamento da produção como fatores de sustentação no curto prazo.
– Na semana passada, o USDA divulgou a estimativa de área de soja nos EUA em 35,45MH, quando o mercado esperava pelo menos 36,4MH. O aumento pouco expressivo no cultivo, na visão do mercado, irá colocar ainda mais pressão sobre os mingados estoques existente hoje no mundo, com reflexos positivos sobre os preços.
– O USDA informou ter inspecionado o embarque de apenas 0, 298MT de soja na última semana. Na estação, no entanto, o volume é muito expressivo; chega a 54,4MT, ante 31,8MT do mesmo período do ano passado.
– A Secex informa que as exportações brasileiras de soja somaram 13,49MT em março, ante 11,64MT em março do ano passado. Na temporada, iniciada em primeiro de fevereiro, os embarques chegam a 16,39MT, contra 16,76MT do mesmo intervalo do ciclo anterior.
– O mercado interno segue lento; porém, os preços se mantêm firmes. Prêmios no mercado spot são cotados na faixa entre 15 cents negativos e 5 cents positivos nos principais portos brasileiros. Indicações de compra no mercado pronto, no oeste do estado, na faixa entre R$ 166,00/167,00 por saca; em Paranaguá, entre R$ 175,00/176,00.

MILHO – CBOT opera em alta de 5 a 6 cents, cotada a U$ 5,60/maio, neste momento, manhã de terça-feira. Ontem pregão fechou com baixa de 6 pontos na posição presente.
– Olhando em toda a tabela, ontem a CBOT trabalhou em posições mistas. Os dois meses mais próximos fecharam negativos, diante de vendas maciças e realização de lucro, após atingirem o maior patamar em 8 anos. Os contratos mais alongados permaneceram no campo positivo, sustentado pela intenção de plantio do USDA (que ficou abaixo do esperado) e pelas boas inspeções de exportações norte-americanas.
– O USDA informou ter inspecionado o embarque de 1,9MT de milho na semana anterior, enquanto mercado aguardava algo como 1,6MT. Na semana equivalente do ano passado, as exportações somavam 1,27MT. Desde o início da temporada, as exportações de milho somam 35,67MT, ante 19,43MT do mesmo intervalo do ciclo passado.
– Nos EUA, o plantio de milho foi iniciado, notadamente nos estados mais ao sul. Até o último domingo, o índice chegou a 2%, semelhante ao ritmo do ano prévio e da média de 5 anos. O levantamento é do USDA.
– No mercado interno, o volume de ofertas segue limitado, com preocupações crescentes em relação às irregularidades climáticas, sobretudo num ano em que as lavouras foram implantadas mais tardiamente. Num cenário de dúvidas sobre o real potencial das lavouras e de constantes altas de preço, o produtor se mantém estimulado a reduzir o volume de ofertas em face das perspectivas futuras de preço. De outro lado, este quadro vem impondo dificuldade ao funcionamento da cadeia produtiva de carnes.
– Interesse de compra, no oeste do estado, na faixa de R$ 92,00/93,00 por saca, dependendo de localização e prazo; em Paranaguá, indicações na faixa de R$ 79,00/81,00 por saca para embarque em julho/agosto.

CÂMBIO – Dólar opera em leve baixa, na faixa de R$ 5,65. Ontem, fechou a R$5,679 (Granoeste – Camilo / Stephan).