Comentário de Mercado

SOJA – CBOT opera estável, a U$ 14,10/maio, neste momento, manhã de quinta-feira. Ontem houve perdas na faixa de 10 cents, lideradas por queda de mais de 2% no óleo. Os investidores seguem ajustando suas carteiras à espera do relatório de oferta e demanda de abril, que será apresentado pelo USDA nesta sexta-feira.
– Embora não sejam esperadas maiores surpresas no relatório de abril, o mercado se ajusta, avaliando que virá mais aperto no quadro de oferta e demanda, tanto dos EUA quanto do mundo.
– Em razão dos baixos estoques e do consumo crescente, os preços estarão muito sensíveis ao comportamento climático nos campos do Meio Oeste. O plantio da safra 2021/22 está mal começando nos estados do Sul e deve se intensificar durante o mês de maio.
– É importante também ficar atento no ritmo do plantio e na extensão a ser semeada. No último dia 31, o USDA informou, em sua primeira intenção de plantio, que a área será de 35,45MH, cerca de 1,0MH a menos do que imaginado pelo mercado.
– O mês de abril será muito intenso para as exportações brasileiras de soja e um novo recorde mensal tende a ser alcançado. As projeções indicam embarques superiores a 16,0MT, tomando-se por base o line-up de navios. Em março, dados da SECEX mostram embarques de 13,49MT; nesta temporada o volume chega a 16,4MT, ante 16,8 MT do mesmo período do ciclo passado.
– O mercado interno segue lento; porém, os preços se mantêm firmes, sobretudo com a forte alta dos prêmios, que são cotados, no spot, na faixa entre 5 cents negativos e 20 cents positivos nos principais portos brasileiros. Olhando para frente, para junho/julho, os prêmios ganharam um salto e vão para níveis entre 45 e 65 cents sobre Chicago; para agosto, os prêmios são negociados entre 90 e 105 cents positivos. Isto representa preços mais atrativos na medida em que os prazos de embarque e pagamento são dilatados.
– Indicações de compra no mercado pronto, no oeste do estado, na faixa entre R$ 165,50/167,00 por saca, dependendo de prazo e localização; indicações que podem avançar para R$ 170,00/172,00 para junho/julho. Em Paranaguá, no mercado spot, interesse entre R$ 174,00/175,00.

MILHO – CBOT opera em alta de 4 a 6 cents, cotada a U$ 5,66/maio, neste momento, manhã de quinta-feira. Ontem pregão fechou com alta de 6 pontos na posição presente.
– Preços seguem em alta, postado na perspectiva de cortes nos estoques norte-americanos e globais, no relatório de oferta e demanda que será divulgado amanhã, pelo USDA. Estoques norte-americanos de milho são aguardados em queda de cerca de 4MT, para prováveis 34,2MT. Estoques globais também são esperados em queda, caindo de 287,7MT no mês de março para possíveis 284,9MT agora, em abril. As colheitas de Brasil e Argentina também tendem a sofrer reduções, caindo de 109MT para 108,3MT e de 47,5MT para 46,8MT no relatório de amanhã, respectivamente.
– Na Argentina, a colheita de milho chegou a 7,9% até o último fim de semana, ante 2,2% da mesma data do ano anterior e 18,9% de média histórica. As condições das lavouras são classificadas como: 27% bom/excelente, 54% regular e 19% ruim/muito ruim. As informações são da Bolsa de Grãos de Buenos Aires.
– No mercado interno, o volume de ofertas segue limitado, com preocupações crescentes em relação às irregularidades climáticas, sobretudo num ano em que as lavouras foram implantadas mais tardiamente. O produtor se mantém estimulado a reduzir o volume de ofertas diante do cenário de dúvidas sobre o potencial das lavouras e das constantes altas de preço. De outro lado, o forte incremento no custo dos insumos vem impondo dificuldades para a cadeia produtiva de carnes, que sinaliza com redução no alojamento de animais.
– Interesse de compra, no oeste do estado, na faixa de R$ 92,00/93,00 por saca, dependendo de localização e prazo; em Paranaguá, indicações na faixa de R$ 78,00/80,00 por saca para embarque em julho/agosto.

CÂMBIO – Dólar opera em leve queda, cotado neste momento a R$5,60. Ontem, fechou a R$5,646 (Granoeste – Camilo / Stephan).