Comentário de Mercado

SOJA – CBOT opera em queda de 8 a 10 cents, a U$ 13,95/maio, neste momento, manhã de segunda-feira. O mercado segue digerindo os números do relatório de oferta e demanda de abri, divulgado pelo USDA na última sexta-feira.
– Aumento da safra brasileira e dos estoques globais promoveram informações negativas entre os negociadores. Com isto, fundos e investidores vem acelerando o volume de vendas diante da percepção de certo relaxamento do quadro de oferta e demanda.
– A colheita do Brasil foi elevada em 2,0MT, para 136,0MT no comparativo com março. No ano passado a produção ficou em 128,5MT. As exportações estão previstas em 86,0MT, ante 85,0MT de março e 92,1MT do ano passado.
– Os estoques finais do mundo estão previstos em 86,9MT, aumento de mais de 3,0MT sobre o mês passado, mesmo com o mercado esperando certo recuo. No ano anterior os estoques ficaram em 96,4MT.
– O quadro de oferta e demanda dos EUA permanece praticamente inalterado em relação a março. Houve aumento de cerca de 1,0MT nas exportações, para 62,1MT e também elevação parecida no volume de esmagamento. Grande parte de aumento será destinado para a produção de biodiesel, que consome 3,6MT de óleo de soja. Os estoques finais norte-americanos seguem estimados em 3,25MT, ante 14,3MT do ciclo passado.
– O mercado interno segue lento, com baixo volume de negócios. Os preços, porém, se mantêm firmes, sobretudo com a forte alta dos prêmios, que são cotados, no spot, na faixa entre 10 cents e 30 cents positivos nos principais portos brasileiros. Olhando para frente, para junho/julho, os prêmios dão um salto e vão para níveis entre 45 e 65 cents sobre Chicago; para agosto, são negociados entre 90 e 105 cents. A escassez de ofertas impulsiona os preços na medida em que os prazos de embarque e pagamento são dilatados e na medida em que a logística fica mais favorável.
– Indicações de compra no mercado pronto, no oeste do estado, na faixa entre R$ 165,50/167,00 por saca, dependendo de prazo e localização; indicações que podem avançar para R$ 170,00/172,00 para junho/julho. Em Paranaguá, no mercado spot, interesse entre R$ 173,50/175,00 – dependendo de prazos de entrega e pagamento e, no interior, também do local de embarque.

MILHO – CBOT opera em leve alta, cotada a U$ 5,78/maio, neste momento, manhã de segunda-feira. Na sexta-feira, pregão fechou em baixa de 2 pontos na posição presente. Na semana passada, a posição maio subiu mais de 3%.
– CBOT segue sustentada pelos números do relatório de oferta e demanda de abril, apresentados na sexta-feira, o qual cortou aproximadamente 4MT dos estoques finais norte-americanos e volume similar dos estoques globais.
– As exportações de milho norte-americano seguem aceleradas. Em fevereiro foram de 6,3MT. Mas, em março, que ainda não tem os dados consolidados, devem bater um novo recorde histórico, com cerca de 9,0MT. O recorde anterior é de maio de 2018, quando foram embarcadas 7,8 MT.

– No mercado interno, o volume de ofertas ainda segue limitado, com preocupações crescentes em relação às irregularidades climáticas, sobretudo num ano em que as lavouras foram implantadas mais tardiamente. O produtor se mantém estimulado a reduzir o volume de ofertas diante do cenário de dúvidas sobre o potencial das lavouras e das constantes altas de preço. De outro lado, o forte incremento no custo dos insumos vem impondo dificuldades para a cadeia produtiva de carnes, que sinaliza com redução no alojamento de animais.
– Interesse de compra, no oeste do estado, na faixa de R$ 94,00/96,00 por saca, dependendo de localização e prazo; em Paranaguá, indicações na faixa de R$ 79,00/80,00 por saca para embarque em julho/agosto.

CÂMBIO – Dólar opera em queda, cotado neste momento a R$5,64. Na sexta-feira, fechou a R$5,674 (Granoeste – Camilo / Stephan).