Comentário de Mercado

Soja – CBOT opera em alta de 7 a 9 cents, a U$ 13,98/maio, neste momento, manhã de quarta-feira. A continuidade da boa demanda chinesa, bem como a retomada de compras por parte de investidores atuam como fatores de suporte para os preços.
– Apesar do aumento de 3,0MT, para 86,9MT, nos estoques finais mundiais, o quadro de oferta e demanda segue apertado, sobretudo com os baixos estoques finais nos EUA, estimados em 3,3MT. Só para relembrar, há dois anos os estoques finais norte-americanos eram de 24,7MT.
– As exportações brasileiras ganharam forte ritmo em março, com embarques de 13,5MT. Para abril é esperado um novo recorde mensal, com expectativa de embarques superiores a 17,0MT, segundo a ANEC.
– Prêmios em alta, câmbio firme e ganhos na bolsa norte-americana; aí está a combinação perfeita para novas altas dos preços domésticos. O volume de negócios, porém, segue restrito, uma vez que os produtores, diante da boa capitalização e despois de terem comercializado um volume recorde na modalidade antecipada, preferem aguardar e atuar com vendas parceladas no decorrer da estação.
– Os prêmios são cotados, no spot, na faixa entre 15 e 35 cents sobre Chicago; para junho/julho, entre 45 e 65 e para agosto, entre 105 e 115 cents. A escassez de ofertas impulsiona os preços na medida em que os prazos de embarque e pagamento são dilatados e na medida em que a logística fica mais favorável.
– Indicações de compra no mercado pronto, no oeste do estado, na faixa entre R$ 170,00/171,00 por saca; indicações que podem avançar para R$ 173,00/174,00 para junho/julho. Em Paranaguá, no mercado spot, interesse entre R$ 176,00/178,00 – dependendo de prazos de entrega e pagamento e, no interior, também do local de embarque.
Para efeito comparativo, na mesma época do ano passado, os preços na CBOT giravam na faixa de U$ 8,50/8,60 por bushel. No oeste do Paraná, eram realizados negócios entre R$ 94,00/96,00 e em Paranaguá, entre R$ 104,00/105,00 por saca.

MILHO – CBOT opera novamente em alta, de 7 a 8 cents, cotada a U$ 5,88/maio, neste momento, manhã de quarta-feira. Ontem, o pregão fechou em alta de 11 pontos na posição presente, com mercado tenso com o clima na América do Sul devido à ausência de chuvas nas regiões de milho safrinha.
– As irregularidades climáticas, sobretudo no Brasil, caminham para impor uma forte redução na produção brasileira, o que abre perspectiva para a importação de milho norte-americano e argentino. Além disso, nos EUA o consumo de milho para a produção de etanol vem dando sinais de aumento, acirrando ainda mais a disputa pelo grão.
De acordo com a agência Safras & Mercado, se avolumam os relatos de perdas em diversos estados brasileiros. Ainda é cedo para uma melhor avaliação, mas há claros sinais de comprometimento da produção devido ao clima adverso.
– A colheita da safra de milho verão no Paraná atinge 92%, ante 91% da mesma época do ano passado, informa o Deral. As condições das lavouras ainda no campo, se dividem em: 63% boas, 25% regulares e 12% ruins.
Ainda, segundo o Deral, o plantio da segunda safra, ou safrinha, chega a 99%; na mesma época do ano anterior o plantio já estava encerrado. As lavouras encontram-se em: 76% em boas condições, 21% regulares e 3% ruins. Os estágios em que se encontram são: 3% em germinação, 86% em desenvolvimento vegetativo, 9% em floração e 2% em frutificação.
– No mercado interno, o volume de ofertas segue limitado. Os preços se mantêm em constantes altas, diante das preocupações crescentes com irregularidades climáticas e com a implantação tardia das lavouras. De outro lado, o forte incremento no custo dos insumos vem impondo dificuldades para a cadeia produtiva de carnes, que sinaliza com redução no alojamento de animais.
– Interesse de compra, no oeste do estado, na faixa de R$ 99,00/100,00 por saca, dependendo de localização e prazo; em Paranaguá, indicações na faixa de R$ 80,00/82,00 por saca para embarque em julho/agosto.
Para efeito comparativo, na mesma época do ano passado, a CBOT opera na faixa de U$ 3,30/3,40 por bushel. No oeste do estado ocorriam negócios entre R$ 47,00/48,00 por saca.

CÂMBIO – Dólar opera em leve alta, cotado em R$5,72. Ontem fechou a R$5,716 (Granoeste – Camilo / Stephan).