Comentário de Mercado

SOJA – CBOT opera novamente em forte alta, de 15 a 17 cents, a 15,13/maio, neste momento, manhã de quinta-feira, rompendo a importante barreira de U$ 15,00 por bushel, depois de ganhos de 25 cents na jornada anterior. Os preços reagem ao clima adverso nas áreas de cultivo mais ao norte dos EUA. O frio intenso deve se prolongar por vários dias, atrasando os trabalhos de campo e prejudicando a germinação das áreas recém semeadas.
– Além das adversidades climáticas o mundo vive um momento de intensa demanda, combinada com redução da oferta. A força do consumo e os entraves da produção levaram os finais aos menores níveis em vários anos. Os EUA devem virar a temporada com apenas 3,25MT, quando contavam com cerca de 25,0MT há dois anos. Já, os estoques finais mundiais estão previstos em 86,9MT, ante 114,5MT de dois anos atrás.
– Baixos estoques e irregularidades climáticas durante o plantio e evolução da safra é uma combinação extremante altista. Os preços seguirão muito sensíveis às nuances climáticas, com foco nos EUA de agora até meados de setembro.
– Depois do feriado desta quarta-feira, o mercado interno se vê diante de novas e consistentes altas de preço. Tudo indica, porém, que o volume de negócios se manterá restrito. Os produtores contam com boa capitalização e grande volume vendido de forma antecipada.
– Com as recentes altas em Chicago, os prêmios se apresentam em queda, entre 5 e 10 cents, nos portos brasileiros. São cotados, no spot, na faixa entre menos 5 e positivos 5 cents sobre Chicago; para junho/julho, entre 15 e 40 e para agosto, entre 85 e 95 cents.
– Indicações de compra no mercado pronto, no oeste do estado, na faixa entre R$ 175,00/176,00 por saca; indicações que podem avançar para R$ 176,00/177,00 para junho/julho. Em Paranaguá, no mercado spot, interesse entre R$ 181,00/182,00 – dependendo de prazos de entrega e pagamento e, no interior, também do local de embarque.

MILHO – CBOT opera novamente em alta, de 8 a 10 cents, cotada a U$ 6,35/maio, neste momento, manhã de quinta-feira. Ontem, o pregão fechou em forte alta diante das inquietações a respeito do clima nas Américas do Sul e Norte. A umidade está propícia para o plantio no Meio-Oeste dos EUA; porém, o clima frio pode atrasar a implantação das lavouras.
– Somente ontem a posição maio subiu 19 cents, mais de 3%, devido ao frio que pode trazer problemas no cultivo do grão sobretudo na porção norte dos EUA. Este é o melhor patamar em 8 anos.
– O USDA reportou vendas tímidas de milho para a China nesta semana; para embarque na atual temporada foram apenas 0,11MT. Porém, o volume tende a ser recorde histórico até o fim da temporada.
– Até o último fim de semana, segundo levantamento do USDA, os produtores norte-americano haviam semeado 8% da área prevista para o milho, ante 6% da mesma época do no ano anterior e média de 8%.
Na Argentina, a colheita chega a 14,2%, ante 32,7% da mesma época do ano passado e média de 25,4%. O ritmo é lento porque muitas regiões tiveram o plantio e o desenvolvimento atrasados em razão de irregularidades climáticas. As lavouras são classificadas nas condições: 38% boas, 48% regulares e 14% ruins.
– No mercado interno, o volume de oferta tende a ficar ainda mais limitado, diante das altas no mercado internacional e das preocupações crescentes com irregularidades climáticas. De outro lado, o forte incremento no custo dos insumos vem impondo dificuldades para a cadeia produtiva de carnes, que vem reduzindo o alojamento de animais.
– Interesse de compra, no oeste do estado, na faixa de R$ 102,00/103,00 por saca, dependendo de localização e prazo; em Paranaguá, indicações na faixa de R$ 82,00/84,00 por saca para embarque em julho/agosto.
CÂMBIO – Dólar opera em queda neste momento, cotado em R$5,49. Na terça-feira fechou em R$ 5,547. (Granoeste – Camilo / Stephan).