Comentário de Mercado

SOJA – CBOT inicia a semana com novas altas, superiores a 20 cents, operando em U$ 15,67/maio neste momento, manhã de segunda-feira. Esta é a décima sessão seguida de alta; a posição presente opera no maior patamar em quase nove anos.
– O mercado segue sustentado pelo aperto no quadro de oferta e demanda global. Os estoques norte-americanos e mundiais estão nos menores patamares em vários anos. Além disto, as perspectivas climáticas sugerem mais percalços pela frente.
– O mercado continuará atento em relação ao plantio da nova safra dos EUA. Logo mais, no fim da tarde, o USDA irá divulgar uma nova atualização sobre o andamento dos trabalhos de campo; na semana passada 3% das áreas estavam semeadas.
– O mercado também segue atento em relação ao atraso da colheita da Argentina, que está em cerca de 30%, com perda de produtividade por irregularidades climáticas. No Brasil, a colheita está na reta final, com 91,3% já finalizado (ante 94,3% da mesma época do ano passado) de acordo com levantamento da consultoria Safras & Mercado.
– O mercado interno segue com novas e consistentes altas de preço. O volume de negócios, porém, tende a se manter restrito. Os produtores contam com boa capitalização e grande volume vendido de forma antecipada.
– Com as recentes altas em Chicago, os prêmios se apresentam em queda nos portos brasileiros. No mercado spot são cotados entre 25 e 10 cents negativos. Para junho / julho são indicados entre 10 e 30 cents sobre a CBOT e entre 70 e 80 para agosto.
– Indicações de compra no mercado pronto, no oeste do estado, na faixa entre R$ 177,00/178,00 por saca; indicações que podem avançar para R$ 179,00/180,00 para junho/julho. Em Paranaguá, no mercado spot, interesse entre R$ 183,00/185,00 – dependendo de prazos de entrega e pagamento e, no interior, também do local de embarque.

MILHO – CBOT opera novamente em alta, com posições presentes no limite de alta de 25 cents, cotada em U$ 6,80/maio, neste momento, manhã de segunda-feira. Mercados seguem em alta devido ao clima adverso nas Américas do Sul e Norte; além disto, a demanda global se mantém aquecida mesmo num cenário de estoques apertados. Na semana anterior, a posição maio subiu 12%.
– O USDA reportou na semana passada venda de milho na ordem de 0,33MT para destinos não revelados, além de 0,13MT para a Guatemala. Ambas as negociações são para embarque na temporada 2021/22.
– A colheita de milho verão atinge 82,7% em termos de Brasil, ante 80,1% da mesma época do ano passado e média de 5 anos de 85,6%. Por estado, a coleta está em 97,5% no Rio Grande do Sul, 97,4% no Paraná, 96,3% em Santa Catarina, 92,3% em São Paulo, 82,1% em Mato Grosso do Sul, 78,2% em Mato Grosso, 67,8% em Goiás/Distrito Federal e 49,9% em Minas Gerais.
– No mercado interno, o volume de oferta tende a ficar ainda mais limitado, diante das altas no mercado internacional e das preocupações crescentes com irregularidades climáticas. As chuvas esperadas no último fim de semana, notadamente em áreas do Paraná e Mato Grosso do Sul, frustraram todas as expectativas e mantém o cenário de aprofundamento das perdas das lavouras de safrinha. De outro lado, o forte incremento no custo dos insumos vem impondo dificuldades para a cadeia produtiva de carnes, que vem reduzindo o alojamento de animais.
– Interesse de compra, no oeste do estado, na faixa de R$ 103,00/104,00 por saca, dependendo de localização e prazo; em Paranaguá, indicações na faixa de R$ 84,00/86,00 por saca para embarque em julho/agosto.

CÂMBIO – Dólar opera em leve queda neste momento, cotado em R$5,48. Na sexta-feira, fechou em R$ 5,499. (Granoeste – Camilo / Stephan).