Comentário de Mercado

SOJA – opera em alta de 4 a 5 cents nesta manhã de quarta-feira, a U$ 8,80/maio. Ontem o mercado buscou recuperação, fechando com alta de 6 cents, após perdas de quase 20 cents no primeiro pregão da semana, quando chegou ao menor patamar em seis meses.
A oferta mundial, na visão do USDA, é maior. Isto limita os ganhos, sobretudo diante de um cenário de dúvidas sobre o potencial da demanda. No relatório de oferta e demanda de março, apresentado ontem, o USDA acabou elevando a safra brasileira e argentina em 1,0MT cada uma – para 126MT e 54MT, respectivamente – e ainda cortou em cerca de 1,0MT o consumo global. Com isto, os estoques finais do mundo foram aumentados em cerca de 3,5MT, para 102,44MT.
Nos EUA, a situação permaneceu inalterada, com estoques finais previstos em 11,56MT, ante 24,74MT da estação anterior; as exportações seguem avaliadas em 49,67MT, mesmo com toda a aposta feita em aumento das compras por parte da China.
Apesar das sérias dúvidas sobre a demanda, o USDA segue avaliando que as importações da China alcancem 88MT, aumento de quase 7% sobre as 82,5MT do ano anterior.
Os mercados seguem voláteis e sujeitos a alterações repentinas de rumo – com implicações decisivas na formação dos preços das mais variadas commodities e ativos financeiros. Isto tende a perdurar por mais algum tempo, uma vez que ainda não se tem uma avaliação correta sobre os desdobramentos da epidemia do coronavírus e seus efeitos secundários nos mercados e nas decisões de governos.
Atualizando dados globais sobre o coronavírus: 121.100 casos (com 10.150 na Itália); 4.365 Mortes e 65.980 pacientes recuperados.
Apoiada na desvalorização do câmbio, a comercialização da safra brasileira segue acelerada e chega a 61%, de acordo com levantamento da consultoria Safras & Mercado, com base na última sexta-feira. Na mesma época do ano passado, o índice era de 43% e a média histórica, de 45,5%. Para a safra 2020/21, a consultoria estima que 14% já tenha sido vendido por parte dos produtores.
Os preços internos seguem definidos essencialmente pela desvalorização do Real e, assim, tendem a permanecer por mais tempo. Os prêmios nos portos permanecem cotados na faixa entre 40 e 50 cents. Indicações de compra no oeste do estado na faixa entre R$ 85,00/86,00, dependendo de local, período de embarque e data de pagamento; em Paranaguá, na faixa entre R$ 92,00/93,50.
MILHO – Os contratos futuros de milho, em Chicago, trabalham em ligeira queda nesta manhã de quarta-feira, a 3,77/maio. Ontem, pregão fechou com 4,75 cents de alta, seguindo mercados globais que recuperaram boa parte das perdas de segunda-feira. A BMF trabalha em alta de 0,60%, cotada a R$50,19/maio.
O relatório mensal de oferta e demanda (WASDE) não trouxe grandes novidades. A produção brasileira de milho é estimada em 101MT, com exportações de 36MT. O estoque final norte-americano veio com 48,07MT, e o mundial com 1.112,01MT. A produção na Argentina é projetada em 50MT.
De acordo com a consultoria Safras & Mercado, a comercialização de milho safrinha atinge 27,9% das 75MT estimadas em nível de Brasil. No ano passado este percentual era de 17,2%. No Paraná, chega a 15,6% (ano passado, 5%); Mato Grosso 39,5% (ano anterior, 27%).
Mercado doméstico segue firme e preços galgando novos patamares. A safra de verão chega ao mercado de forma cadenciada e esparsa, com lotes sendo rapidamente absorvidos – sem causar pressão nas cotações. No oeste do estado, indicações de compra entre R$ 47,50/49,00 – dependendo de prazos e de localização. Porto, com indicações entre R$ 43,50/45,00 por saca.
(AS INDICAÇÕES DE PREÇO, TANTO PARA SOJA QUANTO PARA MILHO, SÃO UMA IDEIA GENÉRICA DE PREÇOS PARA O OESTE DO ESTADO E, EVENTUALMENTE, PARA O PORTO DE PARANAGUÁ. PARA INDICAÇÕES MAIS PRECISAS É NECESSÁRIO SUBMETER O LOTE EM QUESTÃO NUMA PROPOSIÇÃO FIRME DE VENDA PARA O MERCADO – PARA ISTO, LIGUE PARA GRANOESTE: (45) 3220-8383).
DÓLAR – O dólar opera em alta nesta manhã, na faixa de R$ 4,67. (GRANOESTE CORRETORA – Camilo /Stephan).