Comentário de Mercado

SOJA – CBOT opera em forte alta, entre 13 e 15 cents, a U$ 15,57/julho, neste momento, manhã de quinta-feira. Os fundamentos continuam inalterados, com os menores estoques em múltiplos anos e aperto crescente do quadro global de oferta e demanda.
– O óleo segue liderando os ganhos do complexo, com quase 2% de ganhos no pregão de hoje. Na bolsa norte-americana, o óleo apresenta alta de 28% desde o início de abril e de 58% desde o começo do ano.
– Em contrapartida, o farelo teve ganhos bem mais modestos, com alta de 4% desde o início de abril e de apenas 2% desde o primeiro pregão do ano.
– O mercado começa a devotar mais atenção ao andamento do plantio da safra norte-americana. Até agora o ritmo dos trabalhos tem sido adequado. O comportamento climático daqui para frente, até fins de agosto, será decisivo para o futuro dos preços.
– Na quarta-feira da próxima semana, o USDA irá divulgar o relatório mensal de oferta e demanda de maio. O mercado aguarda com muita ansiedade uma vez que este mês traz a primeira projeção para a temporada seguinte, neste caso para a temporada 2021/22. Existe uma expectativa muito grande sobre se será possível recompor, ainda que parcialmente, os estoques mundiais e, sobretudo, norte-americanos, com a chegada da nova estação.
– Os prêmios são cotados, no mercado spot, entre 45 e 15 cents negativos; para junho / julho são indicados entre negativos 20 e zero e, para agosto, entre 55 e 65 sobre a CBOT.
– Indicações de compra no mercado pronto, no oeste do estado, na faixa entre R$ 174,00/175,00 por saca; indicações que podem avançar para R$ 175,00/176,00 para junho/julho. Em Paranaguá, no mercado spot, interesse entre R$ 179,00/180,00 – dependendo de prazos de entrega e pagamento e, no interior, também do local de embarque

MILHO – CBOT opera em leve alta, a U$ 7,11/julho, neste momento, manhã de quinta-feira. Ontem mercado fechou com 11 pontos positivos e, tudo indica, ganha sustentação acima dos U$ 7,00, melhor patamar em quase nove anos.
– Ontem, o mercado chegou ao maior nível desde dezembro de 2012, com o mundo de olho no clima da américa do Norte, onde o plantio avança nos campos do Meio Oeste, e da América do Sul, onde, sobretudo a safra brasileira, vem enfrentando a pior seca em muitos anos.
– Consultorias internacionais já avaliam que a produção brasileira de milho, verão e inverno, pode cair para cerca de 90,0MT. No relatório de abril, o USDA estimava a safra brasileira em 109,0MT. Várias consultorias locais estão revendo suas estimativas e já preveem colheita abaixo de 100,0MT.
Os preços internacionais se mantêm firmes, apesar do USDA ter confirmado cancelamentos (operações de wash out) de vendas realizadas com importadores chineses. Porém, novas vendas para o México compensaram tais negociações. De qualquer forma, o apetite global pelo grão segue alto e as ofertas são escassas.
– Interesse de compra, no oeste do estado, na faixa de R$ 106,00/107,00 por saca, dependendo de localização e prazo; em Paranaguá, indicações na faixa de R$ 88,00/90,00 por saca para embarque em julho/agosto.

CÂMBIO – Dólar opera estável, cotado em R$5,36 neste momento. Ontem fechou em, R$ 5,364. (Granoeste – Camilo / Stephan).