Comentário de Mercado

SOJA – CBOT opera em alta de 8 a 10 cents, a U$ 15,96/julho, neste momento, manhã de terça-feira. Durante boa parte, o pregão noturno trabalhou em baixa, de até 15 cents, pressionado pelo bom andamento do plantio nos EUA. Fundos e investidores, no entanto, voltam a apostar em compras e a posição julho seguirá testando a importante marca de U$ 16,00 por bushel.
– No fim da tarde de ontem, o USDA informou que o plantio da safra norte-americana está bastante acelerado, com 42% já concluído, ante 36% da mesma data do ano passado e 22% de média histórica. Houve avanço de 18 pontos percentuais na semana. Iowa, principal estado produtor, conta com 67% do plantio já realizado, ante 30% de média histórica; Illinois, conta com 57%, contra 25% de média.
– Dez por cento das áreas já estão germinadas, ante 6% da mesma data do ano passado e 4% de média histórica.
– Amanhã o USDA irá divulgar o relatório mensal de oferta e demanda. Com muita expectativa, o mercado aguarda as primeiras projeções para a nova temporada. Para 2021/22, a produção de soja é esperada em 120,8MT, ante 112,6MT da última safra. Os estoques finais norte-americanos devem continuar extremamente apertados, com algo como 3,6MT. As impressões indicam que, mesmo que a safra cheia, o quadro de oferta e demanda, norte-americano e global, seguirá bastante apertado.
– O IMEA informa que, no Mato Grosso, a comercialização de soja da atual estação chega a 83,5%, ante 89% da mesma época da safra anterior. A produção do ciclo 2021/22 conta com 27,7% já negociado, contra 37,3% da mesma data do ano passado.
– Os prêmios são cotados, no mercado spot, entre 25 e 15 cents negativos; para julho, entre negativos 5 e ao par e para agosto, entre 60 e 70 sobre a CBOT.
– Indicações de compra no mercado pronto, no oeste do Paraná, na faixa entre R$ 174,00/175,00 por saca; indicações que podem avançar para R$ 176,00/177,00 para julho. Em Paranaguá, interesse entre R$ 180,00/182,00 – dependendo de prazos de entrega e de pagamento e, no interior, também do local de embarque.

MILHO – CBOT opera em alta de 7 a 9 pontos, a U$ 7,20/julho, neste momento, manhã de terça-feira. Ontem, o pregão fechou em forte queda, perdendo 20 pontos.
– No fim da tarde de ontem, o USDA divulgou o que o plantio de milho da safra norte-americana alcançou 67%, ante 65% do mesmo período no ano anterior e média de 52%. Os estados centrais de cultivo, como Iowa, Illinois e Minessota contam com plantio à frente da média nacional.
– Amanhã será divulgado pelo USDA o relatório mensal de oferta e demanda (WASDE), com as primeiras estimativas para a temporada 2021/22. A produção norte-americana de milho é esperada em 382,8MT, ante 360,2MT desta última estação. Apesar do aumento esperado na colheita, os estoques tendem a continuar comedidos, com estimativa de algo como 34,0MT. O quadro mundial também deve seguir apertado, com algo como 284,0MT, ante 279,5MT deste último ciclo.
– No Brasil, as condições de desenvolvimento da safrinha continuam críticas. As projeções iniciais de uma colheita entre 108,0MT e 110,0MT, vão dando lugar para estimativas bem mais modestas, ao redor de 90,0MT. Algumas consultorias internacionais falam em números até abaixo deste patamar.
– Embora mais conservadora, a Conab irá divulgar o oitavo levantamento de safra nesta quarta-feira, referente ao mês de maio. O mercado aguarda com ansiedade os números relativos à produção de milho, que deverão representar um corte expressivo sobre o mês anterior.
– No mercado interno, depois de recordes historicamente altos, percebe-se certa pressão nos preços de milho. Importações da Argentina e do Paraguai, chuvas pontuais em algumas regiões produtivas, proximidade da colheita e, sobretudo, operações de wash out (produto que seria exportado e agora fica no mercado interno) acabam por aumentar a oferta doméstica e estabilizar, senão pressionar, os preços. Muitas integrações estão com suas escalas de compras fechadas para o curto prazo e indicam preços somente para operações mais alongadas, com produto novo.
– Interesse de compra, no oeste do estado, na faixa de R$ 104,00/105,00 por saca, dependendo de localização e prazo; em Paranaguá, indicações na faixa de R$ 88,00/90,00 por saca para embarque em julho/agosto.

CÂMBIO – Dólar opera em alta, cotado em R$5,28. Ontem, fechou em R$ 5,232. (Granoeste – Camilo / Stephan).