Comentário de Mercado

SOJA – CBOT opera em alta de 8 a 10 cents, a U$ 15,95/julho neste momento, manhã de segunda-feira. No entanto, as posições mais distantes, relativas à safra nova, registram ganhos bem mais modestos diante do avanço do plantio da safra norte-americana e da perspectiva de bom desenvolvimento das lavouras. Apesar das recentes perdas, desde o início do mês a posição julho apresenta ganhos de quase 4%.
– O tráfego de barcaças e navios pelo Rio Mississipi foi reestabelecido depois que centenas de embarcações ficaram paradas nos dois sentidos com a queda de uma ponte no extremo sul dos EUA.
– Logo mais, no fim da tarde de hoje, o USDA irá divulgar uma nova atualização sobre o ritmo de implantação das lavouras norte-americanas. No início da semana passada, 42% do plantio estava concluído, ante 36% da mesma data do ano passado e 22% de média histórica.
– Com demanda aquecida, estoques baixos e incidência de irregularidades climáticas em diversos pontos de produção do mundo, daqui para frente a evolução da safra dos EUA estará no centro do debate formador dos preços. As próximas semanas e meses serão de muita volatilidade e muita sensibilidade a qualquer informação sobre o comportamento climático nos campos do Meio Oeste.
– O mercado segue avaliando as primeiras estimativas para a temporada 2021/22, apresentadas pelo USDA na última quarta-feira. Os estoques norte-americanos e globais tendem a continuar apertados, mesmo levando em conta uma safra dentro da normalidade.
– Os prêmios são cotados, no mercado spot, entre 55 e 40 cents negativos; para julho, entre 40 e 30 negativos e para agosto, entre 40 e 50 sobre a CBOT.
– Indicações de compra no mercado pronto, no oeste do Paraná, na faixa entre R$ 172,00/173,00 por saca. Em Paranaguá, interesse entre R$ 178,00/180,00 – dependendo de prazos de entrega e de pagamento e, no interior, também do local de embarque.

MILHO – CBOT opera em leve alta de 3 a 4 pontos, a U$ 6,48/julho, neste momento, manhã de segunda-feira. Na sexta, fechou em forte queda, de 31 pontos. Desde o início do mês, as perdas acumuladas chegam a 11,5%.
– O mercado busca certa reação, depois de quatro pregões consecutivos em queda, diante de forte pressão vendedora e realização de lucros. Outro fator que pesa negativamente são as projeções de estoques maiores nos EUA e no mundo, conforme apresentado pelo USDA na primeira estimativa para a temporada 2021/22, divulgada na semana passada.
– O USDA confirmou a venda de mais um lote de milho para a China. Desta vez, foram 1,36MT para embarque na temporada 2021/22. O USDA disse também que, na última semana, houve exportações do cereal todos os dias, sendo a maioria para China e a maioria para a próxima safra.
No mercado interno, depois de recordes historicamente altos, percebe-se certa pressão nos preços. Importações da Argentina e do Paraguai, chuvas pontuais em algumas regiões produtivas, proximidade da colheita e, sobretudo, operações de wash out (produto que seria exportado e agora fica no mercado interno) acabam por aumentar a disponibilidade doméstica e estabilizar, e até pressionar, os preços. Muitas integrações estão com suas escalas de compras fechadas para o curto prazo e indicam preços somente para operações mais alongadas, com produto novo.
Interesse de compra, no oeste do Paraná, na faixa de R$ 103,00/104,00 por saca, dependendo de localização e prazo; em Paranaguá, indicações na faixa de R$ 86,00/88,00 por saca para embarque em julho/agosto.

CÂMBIO – Dólar opera em leve alta neste momento, cotado em R$5,30. Na sexta, fechou em R$ 5,272. (Granoeste – Camilo / Stephan).