Comentário de Mercado

SOJA – CBOT opera em alta de 8 a 10 cents, a U$ 15,96/julho, neste momento, manhã de terça-feira. Mesmo com a boa evolução do plantio da safra norte-americana, o mercado se posta em alta diante da retomada dos ganhos no pit do milho e diante do aperto no quadro geral de oferta e demanda. Também, fundos e investidores voltam a recompor suas carteiras depois de certa pressão vendedora em alguns dos últimos pregões.
– No fim da tarde desta segunda-feira, o USDA informou que o plantio da safra de soja teve bom avanço e chega a 61%, ante 51% da mesma data do ano passado e 37% de média histórica. Houve progresso de 19 pontos percentuais na semana. Estados centrais, como Iowa conta com 83% do plantio já concluído; Illinois, com 71% e Minessota, com 88%. Vinte por cento das áreas já estão germinadas, ante 16% de um ano atrás e 12% de média.
– Mesmo com o bom ritmo de implantação e bom desenvolvimento inicial da safra norte-americana, os preços tendem a permanecer sustentados com as projeções de estoques muito baixos. Ainda que a produção seja plena, no curto e médio prazo não haverá uma recomposição confortável dos estoques finais, nem nos EUA, nem no mundo. No fim da temporada 2018/19, nos EUA os estoques eram de 24,0MT; em 2019/20, de 14,3MT; neste ano, de apenas 3,25MT e, na projeção para 2021/22, os estoques finais têm previsão de minguadas, 3,8MT. Ao mesmo tempo, os estoques finais globais são indicados também em queda, num ritmo semelhante.
– A SECEX informa que as exportações de soja até aqui, em maio, alcançam 8,8MT, elevando o total desta temporada, iniciada em fevereiro, para 42,5MT, ante 39,0MT do mesmo intervalo do ciclo passado.
– Os prêmios são cotados, no mercado spot, entre 55 e 40 cents negativos; para julho, entre 40 e 30 negativos e para agosto, entre 40 e 50 sobre a CBOT.
– Indicações de compra no mercado pronto, no oeste do Paraná, na faixa entre R$ 171,00/172,00 por saca. Em Paranaguá, interesse entre R$ 178,00/180,00 – dependendo de prazos de entrega e de pagamento e, no interior, também do local de embarque.

MILHO – CBOT opera em alta de 6 a 8 pontos, a U$ 6,61/julho, neste momento, manhã de terça-feira. Ontem, fechou em alta de 8 pontos.
– No fim da tarde de ontem, o USDA divulgou o relatório de evolução de plantio da safra de milho norte-americana, indicando que 80% dos trabalhos já estão concluídos, ante 78% da mesma data do ano passado e 68% de média histórica. O mercado aguardava algo como 84%.
– O USDA informou ter inspecionado o embarque de 1,9MT de milho ao longo da última semana. No acumulado da temporada, iniciada em setembro, as exportações somam 47,05MT, ante 26,36MT do mesmo intervalo da safra anterior.
– De acordo com a Secex, as exportações de milho brasileiro, nas duas primeiras semanas de maio, totalizaram 1,18MT. Na temporada, iniciada em fevereiro, os embarques para o exterior somam 2,43MT, ante 1,03MT de igual período do ano passado.
– No mercado interno, depois de recordes historicamente altos, os preços se mantêm mais acomodados. Importações da Argentina e do Paraguai, perspectiva de chegada da nova safra (apesar da quebra acentuada) e, notadamente, operações de wash out (produto que seria exportado e agora fica no mercado interno) acabam por aumentar a disponibilidade doméstica. Muitas integrações estão indicando compras somente para meses mais adiante, contando com a entrada de produto novo.
Interesse de compra, no oeste do Paraná, na faixa de R$ 100,00/101,00 por saca, dependendo de localização e prazo; em Paranaguá, indicações na faixa de R$ 83,00/85,00 por saca.

CÂMBIO – Dólar opera estável neste momento, cotado em R$5,27. Ontem, fechou em R$ 5,266. (Granoeste – Camilo / Stephan).