Comentário de Mercado

SOJA – CBOT abre a semana operando no campo negativo, com perdas entre 8 e 10 cents, a U$ 15,18/julho, neste momento, manhã de segunda-feira. Os preços seguem perdendo força, em linha com a pressão vivida na semana passada, quando houve recuo próximo de 4%, e se mantêm postados nas boas condições climáticas que vigoram em todas as principais regiões produtoras dos EUA.
– Logo mais, no fim da tarde, o USDA irá divulgar uma nova atualização sobre o percentual já semeado e germinado, devendo, novamente, trazer índices surpreendentes pela velocidade e qualidade dos trabalhos de campo. Na última segunda-feira, 61% das áreas estavam semeadas, ante 37% de média histórica.
– O término do plantio e, sobretudo, a evolução da nova safra norte-americana é o tópico que irá catalisar as atenções do mercado nas próximas semanas e meses. Com uma produção estimada em 119,9MT e estoques finais projetados em apenas 3,8MT, o comportamento climático será decisivo para aliviar ou agravar as tensões que concorrem para a formação do preço.
– Com a persistente queda na bolsa norte-americana, os prêmios nos portos brasileiros reagiram, mas para os carregamentos mais próximos ainda são cotados no vermelho. No mercado spot, as indicações ficam entre 35 e 15 cents negativos; para julho, entre 15 negativos e ao par e para agosto, entre 55 e 65 sobre a CBOT.
– O mercado doméstico, as indicações de compra recuaram nos últimos dias, com base na queda em Chicago e nos prêmios. O câmbio apresentou alguma recuperação, mas insuficiente para compensar as seguidas perdas dos preços internacionais. No mercado pronto, as indicações de compra, no oeste do Paraná, estão na faixa entre R$ 167,00/168,50 por saca. Em Paranaguá, interesse entre R$ 175,00/176,50 – dependendo dos prazos de entrega e pagamento e, no interior, também do local de embarque.

MILHO – CBOT opera em queda de 9 a 10 pontos, a U$ 6,50/julho, neste momento, manhã de segunda-feira. Na sexta, fechou com 5 pontos negativos. Mercado segue enfraquecido em razão da melhora do clima nos campos de cultivo dos EUA. Nem mesmo os bons volumes adquiridos pela China nas últimas semanas, estimados em cerca de 10,0MT, conseguiram promover suporte para os preços.
– As atenções estão voltadas para o término do plantio e desenvolvimento das lavouras norte-americanas. Por lá, as condições climáticas têm melhorado muito nos últimos dias, com chuvas generalizadas e aumento das temperaturas. Enquanto isto, no Brasil, o clima também merece atenção; as irregularidades se mostram acentuadas, variando de estiagem à possibilidade de geadas nas áreas de milho safrinha.
– O presidente da Argentina sinalizou com uma provável paralisação nas exportações do país devido ao aumento de casos de Covid; porém, nada está decidido. Na terça passada, os trabalhadores do porto de Rosário fizeram paralização de dois dias reivindicando mais vacinas.
– No mercado interno, depois de recordes historicamente altos, atingidos na virada de abril para maio, os preços vêm cedendo. A perspectiva de chegada da nova safra (apesar da quebra acentuada por estiagem), combinada com operações de wash out (produto que seria exportado e agora fica no mercado interno) e alguns volumes importados do Paraguai e da Argentina culminaram com aumento da disponibilidade doméstica. Além disso, existe certo aumento da oferta de produto disponível; muitos produtores aceleram as vendas para abertura de espaço nos armazéns. Por outro lado, muitas integrações passaram a indicar compras somente para meses mais adiante, contando com a efetiva entrada de produto novo.
Interesse de compra, no oeste do Paraná, na faixa de R$ 92,00/94,00 por saca, dependendo de localização e prazo; em Paranaguá, indicações na faixa de R$ 85,00/87,00 por saca.

CÂMBIO – Dólar opera em baixa neste momento, cotado em R$5,33. Na sexta-feira, fechou em forte alta, de 1,5%, a R$ 5,354 (Granoeste – Camilo / Stephan).