Comentário de Mercado

SOJA – CBOT volta a operar no campo negativo, com perdas de 4 a 6 cents, a U$ 15,08/julho neste momento, manhã de quarta-feira. O bom desenvolvimento das lavouras norte-americanas, combinado com projeção de clima adequado nos campos do Meio Oeste segue pressionando os preços. Além disto, o mercado reportou operações de wash out (recompra de volumes vendidos anteriormente).
– Em boletim divulgado na última segunda-feira, o USDA informava que o plantio da safra norte-americana chegava a 75%, ante 63% da mesma época do ano passado e 54% de média histórica. Com condições climáticas adequadas e ritmo acelerado dos trabalhos de campo, a safra deste ano está tendo uma largada perfeita.
– Neste dia 30 de junho o USDA irá apresentar o relatório final de plantio. Por enquanto, o número oficial é aquele projetado em fins de março, com área de soja estimada em 35,45MH, aumento de 5,5% sobre os 33,63MH cultivados no ano passado.
– No mercado spot, os prêmios são indicados entre 15 e 5 cents negativos; para julho, ao par e 5 positivo e para agosto, entre 55 e 65 sobre a CBOT.
– Em geral, o mercado interno segue lento, praticamente paralisado, diante das recentes quedas de preços. As indicações de compra, no oeste do Paraná, estão na faixa entre R$ 166,00/168,00 por saca. Em Paranaguá, interesse entre R$ 173,00/175,00 – dependendo de prazos de entrega e pagamento e, no interior, também do local de embarque.

MILHO – CBOT opera em alta de 2 a 4 cents, a U$ 6,23/julho, neste momento, manhã de quarta-feira. Ontem, o pregão fechou com acentuadas perdas, de 37 cents.
– Ontem, os preços, que vinham mostrando certa recuperação, foram sacudidos por informações de que o embarque de um grande volume de compras por parte da China nos EUA será realizado somente na próxima temporada. Ou seja, do ponto de vista do quadro de oferta e demanda, aumentam os estoques finais desta temporada, afetando diretamente a formação do preço.
– Além disto, o mercado segue pressionado pelo bom ritmo do plantio norte-americano, que chega a 90% (ante 80% de média histórica). O comportamento climático também inspira confiança para a obtenção de uma safra cheia.
– No mercado interno, os preços se mantêm sob pressão, depois dos recordes atingidos há algumas semanas. A perspectiva de chegada da nova safra (apesar da quebra acentuada por estiagem), combinada com operações de wash out (produto que seria exportado e agora fica no mercado interno) e alguns volumes importados do Paraguai e da Argentina promovem aumento da disponibilidade doméstica.
– Além disso, existe certo aumento da oferta de produto disponível uma vez que muitos produtores aceleram as vendas para abertura de espaço nos armazéns. Por outro lado, muitas integrações passaram a indicar compras somente para meses mais adiante, contando com a efetiva entrada de produto novo.
– Interesse de compra, no oeste do Paraná, na faixa de R$ 91,00/93,00 por saca, dependendo de localização e prazo; em Paranaguá, indicações na faixa de R$ 84,00/86,00 por saca.

CÂMBIO – Dólar opera estável neste momento, cotado em R$5,33; ontem, fechou em R$ 5,337 (Granoeste – Camilo / Stephan).