Comentário de Mercado

SOJA – CBOT operar em leve alta de 1 a 3 cents, a U$ 15,05/julho, neste momento, manhã de quinta-feira, depois de oito sessões seguidas de baixa, nas quais foram acumuladas perdas de quase 6%. Desde o início do ano, porém, os ganhos chegam a 16%.
– Nos campos do Meio Oeste, o clima segue favorável ao término do plantio e evolução da safra norte-americana. O início da estação é bastante promissor para a obtenção de uma safra cheia, na faixa de 120,0MT, conforme estimado pelo USDA. Ainda que haja uma safra normal, os estoques finais estão previstos abaixo de 4,0MT, um nível considerado crítico e forte suporte para os preços.
– Além do bom comportamento do clima norte-americano, o mercado ainda se ressente das informações sobre maior controle dos preços no mercado chinês, no contexto do plano plurianual do governo local.
– O óleo, que registrou ganhos de 61% desde o início do ano, vem apresentando queda nas últimas duas sessões, em linha com a perda de força de outros óleos vegetais. De qualquer maneira, nestes primeiros cinco meses do ano, o óleo tem sido a perna forte do complexo. Já, o farelo apresenta perdas de 9% desde o primeiro pregão do ano.
– No mercado spot, os prêmios são indicados entre 15 e 10 cents negativos; para julho, ao par e 5 positivo e para agosto, entre 50 e 60 sobre a CBOT.
– O mercado interno segue lento, com negócios apenas pontuais. As indicações de compra, no oeste do Paraná, seguem na faixa entre R$ 167,00/168,00 por saca. Em Paranaguá, interesse entre R$ 174,00/175,50 – dependendo de prazos de entrega e pagamento e, no interior, também do local de embarque.

MILHO – CBOT opera em alta de 4 a 6 cents, a U$ 6,30/julho, neste momento, manhã de quinta-feira. Ontem, o pregão fechou com alta de 4 cents, depois de oscilar diversas vezes entre os campos positivo e negativo. Além da boa demanda, as perdas cada vez mais consolidadas na América do Sul, notadamente no Brasil, dão sustentação às cotações.
– A Ucrânia, que teve uma superprodução de milho, com 37,0MT, chega ao final desta temporada com estoques muito baixos, de apenas 1,0MT. Isto se deve aos níveis recordes de compras por parte da China.
– De acordo com Analista Denis Drechsler, gerente de projetos do Sistema de Informações do Mercado Agrícola (AMIS), a grande demanda por parte da China, aumentará em 7% o comércio global de milho na atual temporada. No ciclo passado, a China importou 7,0MT e, neste ano, as previsões indicam 26,0MT.
– No mercado interno, os preços se mantêm sob certa pressão, depois dos recordes atingidos há algumas semanas. A perspectiva de chegada da nova safra (apesar da quebra acentuada por estiagem), combinada com operações de wash out (produto que seria exportado e agora fica no mercado interno) e alguns volumes importados do Paraguai e da Argentina promovem aumento da disponibilidade doméstica.
– Além disso, existe certo aumento da oferta de produto disponível uma vez que muitos produtores aceleram as vendas para abertura de espaço nos armazéns. Por outro lado, muitas integrações passaram a indicar compras somente para meses mais adiante, contando com a efetiva entrada de produto novo.
– Interesse de compra, no oeste do Paraná, na faixa de R$ 91,00/93,00 por saca, dependendo de localização e prazo; em Paranaguá, indicações na faixa de R$ 84,00/86,00 por saca.

CÂMBIO – Dólar opera em leve queda, cotado em R$5,29; ontem, fechou em R$ 5,312 (Granoeste – Camilo / Stephan).