Comentário de Mercado

Hoje, feriado nos EUA – Memorial Day (homenagem aos homens e mulheres dos EUA que tombaram em combate pelo país); portanto, não há sessão na Bolsa de Chicago.
Na soja, o mês de maio fechou com alta de apenas 0,5%; durante o mês, no entanto, houve oscilações bastante dilatadas. A posição presente teve a máxima em U$ 16,60 e a mínima em U$15,03. A última cotação do mês foi U$15,30.
O principal ponto de atenção continua a evolução do clima no Meio Oeste. O plantio entra na reta final. Nesta terça será divulgado o relatório semanal de plantio e desenvolvimento das lavouras. Neste fim de semana uma onda de frio atingiu a porção norte, começando no estado de Iowa, com potencial para causar danos em áreas mais baixas.
A demanda segue firme, ao mesmo tempo em que a China anuncia um plano para conter os persistentes aumentos internos das commodities.
Internamente, sem a referência externa, os negócios, que já vinham lentos, devem ficar totalmente travados. Na sexta-feira, as indicações de compra giravam na faixa de R$ 168,00 no oeste do Paraná e ao redor de R$ 174,00 no porto.

No milho, na CBOT, o mês de maio terminou com queda de 3,5%, em U$ 6,57/julho. As oscilações também foram acentuadas, com máxima de U$ 7,72 e mínima de U$ 6,20.
Pontos que merecem atenção: o relatório desta terça-feira deverá indicar a quase conclusão do plantio da safra norte-americana; o foco passa a ser o desenvolvimento das lavouras, com atenção redobrada sobre o comportamento do clima.
A grande demanda de milho por parte da China é outro ponto a ser monitorado, somente na semana passada, o USDA informou vendas de mais de 5,0MT para o gigante asiático.
A quebra da safra brasileira tende a colocar mais pressão sobre a disponibilidade dos EUA. A nova estimativa da consultoria Safras & Mercado prevê uma colheita, verão e inverno, de 95,2MT, ante 106,8MT da temporada passada. A estiagem deve reduzir a produtividade para 75 sc/ha, ante 91 sc/ha da safra anterior.
Depois de certa queda, os preços voltam a reagir diante do agravamento das condições das lavouras. De qualquer maneira, em poucos dias, lotes de produto novo começarão a chegar ao mercado. As exportações tendem a ser acentuadamente menores em razão da quebra de safra e dos preços internos mais convidativos. Muitas operações de wash out estão em andamento, resultando em mais disponibilidade interna.
De acordo com a consultoria Safras & Mercado, as exportações devem ficar em 23,9MT, ante 34,9MT do ciclo passado. Ao mesmo tempo, as importações tendem a aumentar, para algo como 2,25MT, contra 1,45MT da temporada anterior. Apesar dos percalços, a consultoria aposta em continuidade do incremento do consumo interno, que pode alcançar 76,4MT, contra 76,0MT do ciclo passado e 71,0MT do ciclo retrasado.
O interesse de compra volta a ser ativado, com chance de negócios no este do Paraná, na faixa de R$ 95,00/96,00 por saca, dependendo de localização e prazo; em Paranaguá, indicações na faixa de R$ 84,00/86,00 por saca.