Comentário de Mercado

SOJA – Depois de ter chegado a 15 cents de baixa nesta madrugada, os preços da soja se recuperam em Chicago e registram ganhos de 9 a 10 cents na manhã desta sexta-feira – a U$ 8,70/maio. Ontem houve queda de 13 cents. As perdas acumuladas em março chegam a quase 4%, mesmo com a recuperação verificada neste momento.
Atualizando dados globais sobre o coronavírus: 135.200 casos; 4.980 mortes e 69,650 pacientes recuperados (na Itália: 15.100 casos, com 1.016 mortes).
O mercado segue guiado pelos temores relativos ao avanço do coronavírus pelo mundo. A decisão da OMS de elevar a doença para o nível de pandemia e o decreto do presidente Trump cancelando voos da Europa para os EUA, trouxeram pânico e aumentaram o grau de incertezas nos mercados – derrubando bolsas e commodities. Além disto, no Brasil, a decisão do Congresso Nacional de derrubar o veto do presidente e aumentar o teto para a concessão do Benefício de Prestação Continuada, eleva os gastos do governo em R$ 20 bilhões por ano.
De um lado, o mercado de commodities e de ativos financeiros se mantêm pressionados; de outro, deu mais munição para a valorização do dólar – que, ontem, chegou a ultrapassar a marca de R$ 5,00, batendo em R$ 5,03 e fechando em 4,78 depois de pesadas intervenções do BC.
Além de causar danos à safrinha de milho do PR e MS, a onda de calor e seca atinge em cheio o RS, impondo perdas superiores a 30% nas lavouras de soja – de acordo com levantamento da Emater estadual. Este desempenho negativo pode comprometer a conquista de um novo recorde para safra brasileira – que está estimada pela Conab em 124MT. O recorde anterior é da temporada 2017/18, com 119,2MT.
O mercado interno vive dias de muita instabilidade, com grandes variações de preço – reflexo das oscilações do preço internacional e, sobretudo, da taxa de câmbio. Indicações de compra no oeste do estado na faixa entre R$ 86,00/87,00 – dependendo de local e período de embarque e de prazo de pagamento; porto com chance entre R$ 92,50/93,50.
MILHO – Os contratos futuros de milho, em Chicago, trabalham em alta de 5 cents nesta manhã de sexta-feira, a 3,71/maio. Ontem, pregão fechou com 8 cents de baixa. A BMF trabalha em alta de 1,43%, cotada a R$53,10/maio.
As vendas de milho norte-americano ficaram em 1,47MT na semana passada, aumento de 53% comparado com a média das últimas 4 semanas. O Japão foi o comprador mais atuante, com 0,75MT.
No Rio Grande do Sul, a Emater reavaliou novamente a safra de milho verão, mais uma vez para baixo. As estimativas, que no começo do mês eram de 4,7MT, são agora de 4,4MT. A situação das lavouras pode se agravar ainda mais, porque as previsões indicam que as chuvas podem chegar ao estado somente na próxima semana.
Mercado segue firme, com poucas ofertas e com a colheita de milho verão chegando ao mercado e sendo absorvida rapidamente pelas indústrias. Dólar alto e clima seco no Paraná e Mato Grosso do Sul promovem ainda mais sustentação dos preços.
Indicações de compra no oeste do estado seguem na faixa entre R$ 48,00/50,00 – dependendo de prazos e de localização.
(AS INDICAÇÕES DE PREÇO, TANTO PARA SOJA QUANTO PARA MILHO, SÃO UMA IDEIA GENÉRICA DE PREÇOS PARA O OESTE DO ESTADO E, EVENTUALMENTE, PARA O PORTO DE PARANAGUÁ. PARA INDICAÇÕES MAIS PRECISAS É NECESSÁRIO SUBMETER O LOTE EM QUESTÃO NUMA PROPOSIÇÃO FIRME DE VENDA PARA O MERCADO – PARA ISTO, LIGUE PARA GRANOESTE: (45) 3220-8383).
DÓLAR – Dólar opera em baixa de quase 1% neste momento, na faixa de R$4,74. (GRANOESTE CORRETORA – Camilo /Stephan).