Comentário de Mercado

SOJA – CBOT opera em alta de 6 a 8 cents, a U$ 15,55/julho, neste momento, manhã de quarta-feira. Boa demanda por soja, estoques apertados e plantio mais lento nos campos do Meio Oeste na última semana formam o quadro fundamental básico que sustenta os preços.
– Há, também, muita movimentação técnica, com intensa participação de fundos e investidores, o que, em algum momento, acaba por jogar o mercado numa ou noutra direção de forma mais acentuada. Petróleo em alta e queda do dólar contra outras moedas também entraram na conta positiva.
– Na sessão de ontem, a CBOT chegou a registrar alta de até 45 cents no meio do pregão, postada em informações sobre pontuais irregularidades climáticas. Na sequência, vendas mais intensas limitaram os ganhos. O fato é que, depois de um período de baixas temperaturas, uma onda de calor está programada para chegar à porção norte do cinturão, onde a umidade do solo segue limitada.
– No fim da tarde de ontem, o USDA informou que o plantio da safra norte-americana chega a 84%, ante 74% da mesma data do ano passado e 67% de média. O mercado esperava um índice mais próximo de 90%. Sessenta e dois por cento das áreas já germinaram, ante 50% de um ano atrás e 42% de média histórica.
– As exportações brasileiras de soja somaram 16,4MT em maio, ante 15,5MT do mesmo mês do ano passado, informa a SECEX. Na temporada, iniciada em fevereiro, os embarques chegam a 50,1MT, contra 46,4MT do mesmo intervalo da safra passada.
– Internamente, o mercado segue lento, com negociações apenas pontuais. Há uma expectativa muito grande por rallies de preço durante a evolução da safra norte-americana, no período conhecido como “mercado climático”.
– A taxa de câmbio chegou ao menor patamar desde as vésperas do último Natal e os prêmios no mercado spot se mantêm no campo negativo (com menos 15 a menos 5 cents). De qualquer maneira, a retomada de ganhos na CBOT neutralizou estas perdas na jornada anterior. Indicações de compra na faixa de R$ 167,00/168,00 no oeste do Paraná e ao redor de R$ 173,00/175,00 no porto de Paranaguá – dependendo de prazos de pagamento e, no interior, também do local de embarque.

MILHO – CBOT opera estável, a U$ 6,88/julho. Ontem, mercado fechou com 32 pontos de alta na posição julho, impulsionado pela demanda aquecida e pela previsão de clima mais seco e quente para a porção norte do cinturão de cultivo dos EUA.
– De acordo com o USDA, em boletim divulgado no fim da tarde de ontem, o plantio de milho dos EUA chega a 95%, ante 92% da mesma data do ano passado e 87% de média histórica. O mercado espera pelo menos 96%. Quanto à qualidade, as lavouras são consideradas: 76% boas/excelentes; 20%, regulares e 4%, ruins/péssimas. Na mesma semana do ano passado, os índices de qualidade, pela mesma ordem, eram de 74%, 22% e 4%.
– O USDA informou ter inspecionado o embarque de 2,05MT de milho na semana anterior, enquanto mercado aguardava 1,75MT. Na mesma época do ano passado, o volume foi de 1,47MT. No acumulado desta estação, os embarques somam 50,9MT, ante 28,7MT do mesmo intervalo do ciclo passado.
– Depois de um rápido recuo nas cotações, os preços internos se estabilizam, ao mesmo tempo em que volta a aumentar o interesse de compra. Alguns focos de colheita começam a aparecer, notadamente no MT. Enquanto isto, lotes ainda remanescentes da safra passada chegam ao mercado, já que muitos produtores precisam abrir espaço nos armazéns.
– Por outro lado, algumas integrações contam com certo volume adequado de estoques e passam a indicar compras somente para meses mais adiante, contando com a efetiva entrada de produto novo.
– Interesse de compra no oeste do Paraná na faixa de R$ 93,00/95,00 por saca, dependendo de localização e prazo; em Paranaguá, indicações na faixa de R$ 87,00/88,00 por saca.

CÂMBIO – Dólar opera em leve alta, cotado em R$5,16; ontem, fechou em R$ 5,146 (Granoeste – Camilo / Stephan).