Comentário de Mercado

SOJA – CBOT opera em forte alta, de 28 a 30 cents, a U$ 16,13/julho, neste momento, manhã de segunda-feira. As previsões indicam clima quente e seco para extensas áreas centrais de cultivo dos EUA, onde as lavouras foram recentemente implantadas. Na última semana, os ganhos foram de 3,5%.
– O plantio está praticamente concluído. Logo mais, no fim da tarde, o USDA irá divulgar uma nova atualização sobre os trabalhos de campo e sobre as condições das lavouras. No início da semana passada, o índice era de 84%, ante 74% da mesma data do ano passado e 67% de média histórica.
– Em razão de um quadro de oferta e demanda extremamente apertado, com estoques nos menores níveis em múltiplos anos, a evolução da safra norte-americana será a principal variável que irá direcionar os preços daqui até setembro. O chamado “mercado climático” tende a ser bastante intenso neste ano.
– Se, por um lado, a oferta enfrenta seus percalços, por outro, a demanda segue firme, notadamente por parte da China. A administração alfandegária do país informa que, durante maio, as importações de soja totalizaram 9,6MT, ante 7,5MT internadas durante abril. No acumulado deste ano, as importações chegam a 38,2MT.
– Internamente, o mercado segue lento, com negociações apenas pontuais. Os preços internacionais começam a refletir situações climáticas adversas nos EUA, o que amplia as possibilidades de ganhos mais acentuados. Diante disto, os preços podem se avizinhar dos recordes históricos, na faixa de U$ 17,80 por bushel, vividos em 2012.
– A taxa de câmbio chegou ao menor patamar desde as vésperas do último Natal e os prêmios no mercado spot se mantêm no campo negativo (com menos 50 a menos 20 cents). De qualquer maneira, a firme retomada de ganhos na CBOT acaba se impondo e dando sustentação às cotações domésticas. Indicações de compra na faixa de R$ 168,00/170,00 no oeste do Paraná e ao redor de R$ 175,00/177,00 no porto de Paranaguá – dependendo de prazos de pagamento e, no interior, também do local de embarque.

MILHO – CBOT opera em expressiva alta, entre 20 e 22 cents, a U$ 7,02/julho. Na sexta-feira, o pregão fechou com ganhos desta mesma magnitude. Suporte vem das previsões climáticas que indicam tempo mais seco nas áreas centrais e ao norte do cinturão produtor nos EUA. Na semana passada, a posição julho apresentou ganhos de 4%.
– Além das projeções de redução da umidade do solo, o tom altista vem da intensificação da demanda. A China se mantém presente e deve aumentar as importações para 26,0MT, ante 7,6MT do ano passado.
– O Plantio nos dois maiores produtores de milho, EUA e China, está praticamente concluído. Apesar do bom ritmo e do período adequado no qual as lavouras foram implantadas, o que conta daqui para frente é o comportamento climático. Irregularidades no regime de chuvas e forte demanda parecem indicar que haverá muitas oscilações (e positivas) nos preços daqui para frente.
– No Brasil, a comercialização de milho safrinha atinge 42,7% em termos de país, ante 40,2% da mesma época do ano anterior. O levantamento é da consultoria Safras & Mercado. Por estado, os índices são: 51,1% no Mato Grosso, 44,2% Goiás/Distrito Federal, 42,3% em Mato Grosso do Sul, 26,9% no Paraná, 18,5% em Minas Gerais e 12,8% em São Paulo.
– Depois de um rápido recuo nas cotações, os preços internos se estabilizam, ao mesmo tempo em que volta a aumentar o interesse de compra. Alguns focos de colheita começam a aparecer, notadamente no MT. Enquanto isto, lotes ainda remanescentes da safra passada chegam ao mercado, já que muitos produtores precisam abrir espaço nos armazéns.
– Por outro lado, algumas integrações contam com certo volume adequado de estoques e passam a indicar compras somente para meses mais adiante, contando com a efetiva entrada de produto novo.
– Interesse de compra no oeste do Paraná na faixa de R$ 93,00/95,00 por saca, dependendo de localização e prazo; em Paranaguá, indicações na faixa de R$ 87,00/88,00 por saca.

CÂMBIO – Dólar opera em leve alta, cotado em R$5,05; na sexta-feira, fechou em R$ 5,036 (Granoeste – Camilo / Stephan).