Comentário de Mercado

SOJA – CBOT opera em alta de 10 a 12 cents, a U$ 15,74/julho, neste momento, manhã de quinta-feira. Ontem houve perdas de 17 cents, em sessão de muita volatilidade – como tem sido nos últimos dias. Investidores seguem ajustando suas carteiras para receber o relatório de oferta e demanda que será divulgado pelo USDA logo mais, no início da tarde. Ainda pela manhã, o USDA irá divulgar o relatório de embarques semanais.

– Chuvas pontuais, não generalizadas, vem ocorrendo em regiões mais secas do Meio Oeste, notadamente na porção norte. Muitas áreas sofrem com o estresse hídrico. De acordo com o serviço de meteorologia, a partir deste final de semana haverá melhores chances de precipitações nestes locais.

– Os investidores seguem ajustando suas carteiras frente ao relatório de oferta e demanda, que virá a mercado no início da tarde de hoje. A produção de soja dos EUA é esperada em 120,1MT, ante 119,9MT projetadas em maio. No ano passado a colheita ficou em 112,6MT e no ano retrasado, em 96,7MT.
– Os estoques dos EUA são esperados, para o final da temporada 2021/22, em 3,8MT, mesmo patamar de maio. Para o final do ciclo 2020/21, os estoques devem ser mantidos em patamares críticos, na faixa de 3,3MT. Na safra anterior, os estoques finais eram de 14,3MT e na safra retrasada, de 24,0MT.
– Os estoques finais mundiais, segundo analistas, devem ficar na mesma faixa estimada em maio: 91,6MT para 2021/22 e 86,7MT para a temporada 2020/21; no ano passado eram de 96,5MT e, na safra retrasada, de 114,5MT.
– Estoques reduzidos significam mais sensibilidade dos preços ao clima. A temporada promete muita volatilidade, com oscilações estendidas numa e noutra direção.
– Em boletim divulgado há pouco, referente ao mês de junho, a CONAB estima a safra brasileira de soja em 135,9MT, um ligeiro aumento sobre a avaliação de maio, que era de 135,4MT. A nova estimativa representa um amento de 9% sobre as 124,8MT colhidas no ciclo passado. A área semeada ficou em 38,5MH, incremento de 4,2% sobre os 36,95MH da temporada anterior.
– Internamente, o mercado segue pressionado, em ritmo lento, com negociações apenas pontuais. A taxa de câmbio se mantém logo acima do importante nível de R$ 5,00, diante de melhores números da economia brasileira. Os prêmios, no mercado spot são cotados na faixa de negativos 15 e negativos 5. Indicações de compra na faixa de R$ 164,00/166,00 no oeste do Paraná e ao redor de R$ 171,00/173,00 no porto de Paranaguá – dependendo de prazos de pagamento e, no interior, também do local de embarque.

MILHO – CBOT opera em alta de 6 a 8 cents, a U$ 6,99/julho, neste momento, manhã de quinta-feira. Ontem, o pregão fechou com 10 pontos positivos na posição presente, ainda postado em irregularidades climáticas, demanda global aquecida e estoques mais apertados.
– No início da tarde de hoje, o USDA irá divulgar o relatório mensal de oferta e demanda (WASDE). O mercado espera um ligeiro aumento, de cerca de 1,0MT, na produção norte-americana de milho, no comparativo com as projeções de maio, para 381,5MT. Na temporada passada, a produção foi de 360,3MT e na anterior, em 346,0MT.
– No comparativo com maio, os estoques norte-americanos ao final da temporada 2021/22 são esperados em queda de cerca de 2,5MT, para 35,9MT. Para a temporada 2020/21, os estoques devem ficar em 30,6MT, ante 31,9 do mês anterior. Na temporada passada os estoques finais dos EUA eram de 48,8MT.
– Os estoques finais do mundo também são esperados em queda. Analistas projetam estoques finais de 288,9MT ao final da temporada 2021/22, ante 292,3MT do USDA de maio. Para o final desta estação, 2020/21, espera-se estoques de 283,5MT. No ano passado os estoques finais globais eram de 304,5MT e no ciclo anterior, de 321,1MT.
– Neste relatório, o mercado também espera um forte ajuste negativo na produção brasileira, para algo como 97,0MT, ante 102,0MT do mês passado. Porém, muitas consultorias brasileiras já indicam a colheita total, verão e inverno, ao redor de 90,0MT, diante da gravidade das irregularidades climáticas.
– Em boletim recém divulgado, referente ao mês de junho, a CONAB estima a atual safra brasileira de milho, verão e inverno, em 96,4MT, um corte de 10,0MT ante as 106,4MT projetadas em maio. Isto representa queda de 6% em relação à safra passada, que totalizou 102,6MT. A área semeada ficou em 19,84MH, alta de 7% sobre os 18,53MH cultivados na temporada passada.
– A Conab iniciou nesta semana, juntamente com colaboradores e empresas parceiras, um Crop Tour pelas principais regiões produtoras de milho safrinha, percorrendo estados como PR, MT, MS, SP, MG e GO. Até o início de julho, haverá divulgação dos dados, com projeções mais apuradas sobre índices de produtividade e produção.
– No mercado interno, os preços se estabilizaram nos últimos dias e tendem a ser pressionados nas próximas semanas com o início da colheita. Cresce a expectativa em relação aos índices de produtividade e qualidade dos grãos. Do lado comprador, a esperança é pelo aumento da oferta com a chegada de produto novo e com intensificação das vendas dos lotes remanescentes da safra anterior.
– Interesse de compra no oeste do Paraná na faixa de R$ 92,00/94,00 por saca, dependendo de localização e prazo; em Paranaguá, indicações na faixa de R$ 85,00/87,00 por saca.
CÂMBIO – Dólar opera em leve baixa, cotado em R$5,05 neste momento; ontem, fechou em R$ 5,07 (Granoeste – Camilo / Stephan).