Comentário de Mercado

SOJA – CBOT opera em leve baixa, a 14,14/julho, neste momento, manhã de terça-feira. O mercado segue focado no andamento da safra norte-americana, cujas condições foram divulgadas no fim da tarde de ontem e vieram em linha com o esperado.
– De acordo com o USDA, 60% das lavouras são consideradas boas/excelentes; 31%, regulares e 9%, ruins/péssimas. Na semana anterior, pela mesma ordem, os índices eram de 62%, 30% e 8%. Observa-se uma queda acentuada em relação à mesma semana do ano passado, quando os índices eram, respectivamente, 70%, 25% e 5%.
– Ao mesmo tempo, o USDA informou que o plantio alcançou 97%, ante 96% da mesma data do ano passado e 94% de média histórica.
– O mercado segue focado no comportamento climático no Meio Oeste, que recebeu boas chuvas durante o último fim de semana. Porém, muitas áreas seguem secas e merecem atenção no decorrer. O outro ponto de atenção é sobre se haverá alguma mudança no programa de energias renováveis nos EUA diante da pressão exercida por lobbies da indústria petrolífera. Do lado da demanda, nos últimos dias, houve relatos de que a China teria comprado de 8 a 10 cargueiros de soja nos EUA.
– No mercado interno, os negócios tendem a seguir travados, a exemplo do que ocorreu ao longo de toda a semana passada. Câmbio e prêmios se mantêm relativamente acomodados. No spot, os prêmios são indicados entre 10 e 25 cents positivos. Indicações de compra no oeste do estado na faixa entre R$ 149,00/150,00 e no porto entre R$ 156,00/157,00 – dependendo de prazo de pagamento e, no interior, também do local de embarque.

MILHO – CBOT opera no campo negativo, com baixa de 3 a 4 cents, a U$ 6,55/julho, neste momento, manhã de terça-feira. Nos últimos dias, o mercado tem se mostrado muito volátil, com foco na evolução da safra norte-americana e na possibilidade de revisão da política de biocombustíveis dos EUA. Ontem, o pregão fechou com 4 pontos de alta na posição presente, contudo, as cotações futuras encerraram em baixa, entre 6 e 10 cents.
– Ontem, no final do dia, o USDA informou que 65% das lavouras de milho são consideradas boas/excelentes, ante 68% da semana anterior e 71% de média histórica. As condições vêm piorando semana após semana em razão da falta de chuvas em extensas áreas de cultivo. As precipitações dos últimos dias não foram gerais nem na intensidade suficiente para repor a umidade de forma generalizada.
– As exportações de milho norte-americano vêm caindo nas últimas semanas; de acordo com o USDA, somaram 1,48MT na última semana, ante 1,61MT dos sete dias anteriores. Desde o início da temporada, em 1º de setembro de 2020, já foi inspecionado o embarque de 55MT de milho, ante 32,1MT do mesmo intervalo da temporada anterior.
– De acordo com o IMEA, a colheita de milho safrinha no MT chega a 1,9%, ante 8,3% do mesmo período no ano passado e 10,4% de média. O ritmo é lento devido ao atraso na implantação das lavouras e ao clima adverso. O MT é o maior produtor de milho safrinha do país, sendo responsável por 45% da colheita total.
– No mercado interno, os preços seguem pressionados diante do início da colheita e de certa acomodação do câmbio e dos preços internacionais. Porém, a intensidade das perdas tende a manter os preços em níveis superiores à paridade de exportação. É grande a expectativa pelos índices de produtividade e qualidade dos grãos das primeiras colheitas.
– Interesse de compra no oeste do Paraná na faixa de R$ 84,00/86,00 por saca, dependendo de localização e prazo; em Paranaguá, indicações na faixa de R$ 74,00/76,00 por saca.

CÂMBIO – Dólar opera levemente em alta neste momento, cotado em R$5,03. Na segunda-feira, fechou em R$ 5,022. (Granoeste – Camilo / Stephan).