Comentário de Mercado

SOJA – CBOT opera em alta de 5 a 7 cents, a U$ 13,42/agosto, neste momento, manhã de terça-feira. O mercado segue atento em relação ao comportamento do clima norte-americano e na expectativa dos dois importantes relatórios que serão apresentados pelo USDA amanhã. Ontem, os ganhos foram superiores a 30 cents.
– De acordo com o USDA, as lavouras norte-americanas de soja se mantém nas mesmas condições da semana anterior, com 60% boas/excelentes, 31% regulares e 9% ruins/péssimas. Na mesma semana do ano passado, os índices eram, respectivamente, 71%, 24% e 5%.
– Quatorze por cento das lavouras entraram em floração, ante 13% de um ano atrás e 11% de média histórica.
– Nesta quarta-feira, o USDA irá divulgar o relatório de área final semeada nesta safra. Em relação à soja, analistas aguardam aumento de área em cerca de 600 mil hectares (comparativamente à primeira intenção de plantio, de fins de março), para algo como 36,1MH no caso da soja.
– Em relação aos estoques existentes em primeiro de junho, o mercado espera um corte drástico no comparativo com a mesma data do ano passado. Analistas avaliam que os estoques ao final do terceiro trimestre devem ficar em 21,6MT, ante 37,7MT de primeiro de junho do ano anterior.
– O mercado brasileiro segue travado. Porém, os ganhos apurados na bolsa norte-americana e nos prêmios (entre 40 e 60 no mercado spot) tendem a contribuir para a formação do preço doméstico.
– Indicações de compra no oeste do estado na faixa de R$ 145,00/147,00 e em Paranaguá, na faixa de R$ 151,00/153,00 por saca – depende de prazo de pagamento e, no interior, também do local de embarque.

MILHO – A Bolsa de Chicago opera em leve alta, de até 3 a 4 cents, a U$ 5,61/set, neste momento, manhã de terça-feira.
– O mercado segue atento ao comportamento climático, especialmente em relação às fortes geadas que ocorrem no Sul do Brasil nestes dias. Depois da seca, o frio intenso irá limitar ainda mais a produção brasileira de milho, com novos cortes nos volumes de exportação e consequente aumento da demanda pelo produto norte-americano; portanto, mais suporte também para o mercado internacional.
– No fim da tarde de ontem, o USDA informou que 64% das lavouras de milho são consideradas boas/excelentes, ante 65% da semana passada e 73% de um ano atrás. As áreas tidas como regulares perfazem 28%, contra 29% de uma semana atrás e 22% de 2020; já, as lavouras avaliadas como ruins/péssimas somam 8%, ante 6% de sete dias atrás e 5% de um ano. Quatro por cento das áreas entraram em floração, ante 4% da mesma data do ano anterior e 6% de média.
– O mercado também se prepara para receber os relatórios do USDA deste fim de mês. A área semeada de milho deve crescer mais de 1,0MH em relação à projeção de março, que era de 36,9MH. Já, os estoques são esperados em forte queda, de pelo menos 26,0MT, para algo como 106,8MT.
– Internamente, o mercado está atônito com a intensidade das geadas que atingem estados produtores, como Paraná, São Paulo e Mato Grosso do Sul e espera por avaliações sobre a intensidade das perdas. Raros lotes estão disponíveis para venda. O mercado ainda não encontrou um denominador e deve levar alguns dias para se ajustar novamente e voltar a fluir. De qualquer maneira, indicações de compra estão na faixa de R$ 85,00/88,00 no oeste do estado e em Paranaguá, entre R$ 72,00/74,00.
CÃMBIO – Opera em alta, a R$ 4,95; ontem fechou em R$ 4,928 (Granoeste: Camilo / Stephan)