Comentário de Mercado

SOJA – CBOT opera com perdas acentuadas, na faixa de 50 cents, a U$ 13,80/agosto, neste momento, manhã de terça-feira. Houve foi feriado nos EUA (celebração do Dia da Independência). Os negócios são retomados com atenção redobrada sobre o comportamento do clima nos campos do Meio Oeste.
– Ocorreram chuvas muito esperadas em grande parte da região oeste e por todo o norte do cinturão de cultivo. As preocupações estão voltadas para a segunda quinzena do mês, quando se espera a entrada, pelo Norte, de uma onda de calor, combinado com baixa umidade. As porções leste e sul têm recebido chuvas desde o início da campanha. De maneira geral, o quadro é de baixa umidade para o oeste do cinturão e pontos de umidade excessiva no eixo sul-leste.
– O clima ganha ainda mais importância porque a área semeada ficou abaixo do esperado. Analistas apostavam um plantio superior a 36,0MH; porém, as avaliações do USDA, divulgadas no último dia 30, ficaram na mesma extensão prevista em março, 35,45MH (que, ainda assim, representa um aumento de 5% sobre a área semeada no ano passado).
– O mercado brasileiro se mantém cauteloso, com baixo volume de negócios, mesmo diante da expressiva melhora nos níveis de preço desde o início deste mês. Prêmios no mercado spot são indicados entre 55 e 75 cents.
– Indicações de compra no oeste do estado entre R$ 157,00/15900 e em Paranaguá, na faixa de R$ 163,00/165,00 por saca – dependendo de prazo de pagamento e, no interior, também do local de embarque.

MILHO – A Bolsa de Chicago opera em acentuada queda, em torno de 40 cents, a U$ 5,52 /set, neste momento, manhã de terça-feira. Ontem não houve pregão devido ao feriado nos EUA – Dia da Independência.
– Em nota divulgada recentemente, o USDA aumentou a previsão de importação de milho estadunidense por parte da China de 15,0MT para 20,0MT na temporada 2021/22. Este ajuste, em parte, se deve à expressiva quebra de produção brasileira. No total, a China deverá importar 26,0MT, volume que há dois anos era de 7,0MT.
– As exportações de milho norte-americano para a China, em maio, totalizaram 3,4MT, superando abril, quando foram negociadas 2,55MT – patamar já considerado alto. De setembro/20 a maio/21, as exportações de milho dos EUA para a China chegam a 14,8MT.
– Nos EUA, aconteceram chuvas em extensas regiões do Meio-Oeste, combinado com temperaturas mais amenas. Há, porém, possibilidade de clima severo com granizo e vendavais em estados do Norte. Contudo, para a segunda quinzena do mês, nas porções a oeste e norte, como nas Dakotas, Minnesota e Nebraska (podendo chegar ao coração da região de cultivo, Iowa e Illinois), a previsão indica o retorno do calor intenso, combinado com baixos volumes de chuva.
– De acordo com o relatório da última semana, o DERAL indica que 2% das áreas de milho no Paraná já foram colhidas; 27% das lavouras se encontram em estágio de maturação – percentual que deve ser acelerado rapidamente como consequência da intensa onda de frio. O impacto devastador das geadas será divulgado no report mensal, no final de julho.
– Internamente, os participantes seguem avaliando as perdas resultantes das intensas geadas da semana passada. Aos poucos o mercado vai buscando um denominador de preço que contemple a atual situação de perdas. O volume de oferta segue bastante restrito. De qualquer maneira, vagas indicações de compra são sugeridas na faixa de R$ 94,00/96,00 no oeste do estado e em Paranaguá, entre R$ 82,00/84,00.

CÂMBIO – Opera forte no campo positivo, a R$5,14; ontem fechou em alta, a R$ 5,087. (Granoeste Corretora: Camilo / Stephan).