Comentário de Mercado

SOJA – CBOT opera em queda de 8 a 10 cents, a U$ 13,62/agosto, neste momento, manhã de quinta-feira. Apesar de certa deterioração na qualidade das lavouras, o mercado está focado nas previsões climáticas de curto prazo, depois das chuvas muitos esperadas que aconteceram no último final de semana em extensas áreas do oeste e norte do cinturão. O mercado também se posiciona para o relatório de oferta e demanda de julho, que será apresentado nesta segunda-feira.
– Porém, as projeções climáticas um pouco mais alongadas mostram o retorno das altas temperaturas e diminuição dos volumes de chuvas, notadamente para as Planícies do Norte.
– De acordo com o USDA, na última semana a qualidade das lavouras de soja perdeu mais um ponto percentual, somando 59% na categoria bom/excelente, ante 60% da semana passada e 71% da mesma data do ano passado. Em relação ao estágio, 29% entraram em floração, com 24% de média histórica. Três por cento das áreas estão na fase de formação de vagens.
– Nesta segunda-feira, o USDA irá divulgar o relatório de oferta e demanda referente a julho. O mercado aguarda certa redução da estimativa de colheita dos EUA, para 119,0MT, ante 119,9MT de junho, em linha com a perda de qualidade das lavouras. A área semeada, conforme definido em 30 de junho, será a mesma prevista na primeira intenção de plantio, 35,45 milhões de hectares, aumento de 5,5% sobre o ano anterior.
– A produção brasileira, da última colheita, deverá se manter em 137,0MT, com previsão para 144,0MT na temporada 2021/22.
– A CONAB acaba de divulgar o décimo levantamento de safra, avaliando a colheita de soja da última estação em 135,9MT, em linha com a projeção do mês passado. Em relação ao ciclo anterior, quando foram colhidas 124,8MT, o aumento é de 9%.
– A área semeada, segundo a CONAB, ficou em 38,51MH, elevação de 4,2% sobre os 36,95MH da temporada passada. A produtividade ficou em 58,8 scs/ha, aumento de 4,4% sobre as 56,3 scs/ha da estação anterior.
– O mercado brasileiro segue com baixo volume de negócios. A formação interna dos preços está sendo impulsionada pela forte elevação da taxa de câmbio, que vem operando acima de R$ 5,20, com picos próximos de R$ 5,30. Prêmios nos portos brasileiros também se mantêm mais firmes, indicados, no mercado spot, na faixa entre 70 e 90 cents sobre a CBOT.
– Indicações de compra no oeste do estado entre R$ 160,00/161,00 e em Paranaguá, na faixa de R$ 166,00/168,00 por saca – dependendo de prazo de pagamento e, no interior, também do local de embarque.

MILHO – A Bolsa de Chicago opera em baixa de 5 a 6 cents, a U$ 5,36/set, neste momento, manhã de quinta-feira. Ontem o pregão fechou com perda de 9 pontos. Mercado ainda digere a redução da mistura de etanol nos combustíveis nos EUA, passando de 15% para 10%, além de melhora no clima em grande parte da região produtora.
– Na segunda-feira da próxima semana será divulgado pelo USDA o relatório mensal de oferta e demanda. As expectativas para a produção de milho são de um ligeiro aumento na produção, subindo de 380,7MT previstas em junho, para 381,2MT. Esse aumento se deve, em grande parte, à ampliação na área cultivada, prevista em 37,52MH no relatório de área do último dia 30, ante 36,89MH da primeira intenção de plantio, divulgada em fins de março.
– Por outro lado, a produtividade média é estimada em queda de 0,5 scs/ha em comparação com o relatório do mês anterior, para 186,2 scs/ha.
– Também, os estoques de milho dos EUA são esperados em queda de algo como 0,5MT, para 27,7MT comparativamente a julho.
– Enquanto isto, a produção brasileira é esperada em acentuada queda, para 91,5MT, ante 98,5MT previstas em junho.
– A CONAB divulgou há pouco, a nova estimativa para a safra brasileira de milho, verão e inverno, em 93,38MT, ante 102,6MT da safra anterior. A safrinha deverá totalizar 66,9MT, queda de 4,3% em relação a projeção de junho, que era prevista em 69,96MT. A safrinha do ano anterior totalizou 75,05MT.
– Os primeiros levantamentos de perdas começam a ser reportados no estado do Paraná. Depois de ouvir técnicos de cooperativas, a agência Safras divulgou informações de que, na região da Coopavel, as perdas podem chegar a 60% com o longo período de estiagem, agravado pelas fortes geadas da virada de mês. Na região de Campo Mourão, além da quebra por seca, se fala em perdas adicionais de 23% com a onda de frio intenso.
– Internamente, os participantes seguem avaliando as perdas resultantes das intensas geadas da semana passada e atentos aos índices de produtividade e qualidade dos grãos. O mercado vai buscando um novo denominador de preço que contemple a atual situação de acentuada redução da oferta. Porém, o volume de ofertas segue limitado. Indicações de compra são sugeridas na faixa de R$ 96,00/98,00 no oeste do estado, dependendo de prazos e de localização; em Paranaguá, entre R$ 76,00/78,00.
CÂMBIO – Opera em alta, a R$5,26; ontem fechou em baixa, a R$ 5,238. Real segue sofrendo perdas diante do cenário político; forte alta dos índices de inflação e temor dos investidores. (Granoeste Corretora: Camilo / Stephan)