Comentário de Mercado

SOJA – Chicago opera em alta (de 3 a 4 cents), a U$ 8,25/maio nesta manhã de terça-feira, buscando recuperar-se frente às acentuadas perdas ocorridas na sessão de ontem, quando a posição presente registrou baixa de 27 cents.
O petróleo também busca recuperação depois das drásticas perdas apuradas recentemente; mas, ainda opera num patamar considerado extremamente baixo, ao redor de U$ 30,00/barril.
O mercado segue preocupado com o avanço da pandemia de coronavírus e seus desdobramentos sobre o sistema de saúde e, sobretudo, com os danos causados e que ainda pode causar à economia mundial. Ao mesmo tempo, os governos começam a liberar mais recursos para estimular a produção e os negócios; mas ainda é cedo para afirmar se isto irá efetivamente ajudar na retomada dos níveis de atividade econômica. O cenário é, ainda, muito nebuloso e confuso.
Atualizando dados sobre a doença: 183.350 casos, com 7.167 mortes e 79.730 pacientes recuperados.
Enquanto isto, a demanda por soja continua aquecida. A China segue comprando, especialmente no Brasil, onde os preços estão mais competitivos e a qualidade é superior. Ao mesmo tempo, as exportações dos EUA seguem lentas. Porém, o volume de processamento da indústria norte-americana, de 4,53MT, ficou acima do esperado em fevereiro.
Internamente, o suporte continua vindo exclusivamente do câmbio – que, ontem, pela primeira vez ultrapassou a marca de R$ 5,00, fechando em R$ 5,05, com alta de 4,5% no dia. Assim, mesmo com a queda de 3,2% em Chicago, os preços domésticos se apresentaram em alta, com negócios entre R$ 86,00/87,50 no oeste do estado e entre R$ 92,50/94,00 em Paranaguá – dependendo do período de embarque e do prazo de pagamento e, no interior, também do local de coleta.
MILHO – Os contratos futuros de milho, em Chicago, trabalham zerados nesta manhã de terça-feira, a 3,55/maio. Ontem, pregão fechou com 11 de baixa. A BMF trabalha em baixa de 2,43%, cotada a R$48,90/maio.
As inspeções de exportação de milho norte-americano atingiram 0,97MT na semana encerrada dia 12/04, acima do esperado pelo mercado, que era de 0,82MT.
As exportações de milho brasileiro no mês de março somam 0,34MT, aumento de 65% em relação a fevereiro. Os dados são do Ministério do Ministério da Indústria, Comércio e Serviços.
A colheita de milho verão chega a 45,7% da área estimada de 3,86MH. No Rio Grande do Sul chega a 76,3%; Santa Catarina em 48,9%; Paraná com 55% e Mato Grosso do Sul 28% – levantamento da consultoria Safras & Mercado.
O plantio de safrinha em nível de Brasil chega a 86,6% da área estimada de 12,63MH. No Paraná chega a 81,8%, contra 99% do ano passado; no Mato Grosso do Sul 79,6%, ante 98% da temporada anterior. Os dados são do Safras & Mercados.
Indicações de compra no oeste do estado seguem na faixa entre R$ 48,00/50,00 – dependendo de prazos e de localização.
(AS INDICAÇÕES DE PREÇO, TANTO PARA SOJA QUANTO PARA MILHO, SÃO UMA IDEIA GENÉRICA DE PREÇOS PARA O OESTE DO ESTADO E, EVENTUALMENTE, PARA O PORTO DE PARANAGUÁ. PARA INDICAÇÕES MAIS PRECISAS É NECESSÁRIO SUBMETER O LOTE EM QUESTÃO NUMA PROPOSIÇÃO FIRME DE VENDA PARA O MERCADO – PARA ISTO, LIGUE PARA GRANOESTE: (45) 3220-8383).
DÓLAR – Dólar opera acima de R$ 5,00. Neste momento, na faixa de R$5,03, ante R$ 5,048 do fechamento de ontem – novo recorde histórico. (GRANOESTE CORRETORA – Camilo /Stephan).