Comentário de Mercado

SOJA – CBOT opera em alta de 4 a 5 cents, a U$ 13,84/agosto, neste momento, manhã de segunda-feira. Na sexta-feira, CBOT fechou com ganhos de 14 pontos. Mercado é sustentado por sinais de retomada de demanda por soja e derivados; o comportamento do clima nos campos do Meio Oeste chama a atenção, com previsão de tempo mais quente e seco no médio e longo prazos, sobretudo para a porção norte. Investidores também buscam posicionar-se para o relatório de logo mais à tarde.
– No início da tarde de hoje, o USDA irá divulgar o relatório de oferta e demanda referente a julho. O mercado aguarda certa redução da estimativa de colheita dos EUA, para 119,0MT, ante 119,9MT de junho, em linha com a perda de qualidade das lavouras. A área semeada, conforme definido em 30 de junho, será a mesma prevista na primeira intenção de plantio, 35,45 milhões de hectares; em relação ao ano passado, o plantio é previsto com aumento de 5,5%.
– A produção brasileira, da última colheita, deverá se manter em 137,0MT, com previsão para 144,0MT na temporada 2021/22.
– O USDA informou que as exportações de soja somaram 0,22MT de soja na última semana. Na temporada, as vendas somam 61,9MT, ante 45,8MT do mesmo período do ano passado. A meta é de 62,1MT.
– O mercado brasileiro segue com baixo volume de negócios. A formação interna dos preços está sendo impulsionada pela forte elevação da taxa de câmbio, que vem operando na faixa de R$ 5,25, com picos até R$ 5,30. Prêmios nos portos brasileiros também se mantêm mais firmes, indicados, no mercado spot, na faixa entre 75 e 90 cents sobre a CBOT.
– Indicações de compra no oeste do estado entre R$ 162,00/163,00 e em Paranaguá, na faixa de R$ 167,00/169,00 por saca – dependendo de prazo de pagamento e, no interior, também do local de embarque.

MILHO – A Bolsa de Chicago opera em alta de 2 a 3 cents, a U$ 5,32/set, neste momento, manhã de segunda-feira. Na sexta-feira, a posição setembro fechou em queda de 7 pontos.
– Logo mais será divulgado pelo USDA o relatório mensal de oferta e demanda. As expectativas para a produção de milho norte-americano indicam um ligeiro aumento, subindo de 380,7MT previstas em junho, para 381,2MT. Esse acréscimo se deve, em grande parte, à ampliação na área cultivada, prevista em 37,52MH no relatório de área do último dia 30, ante 36,89MH da primeira intenção de plantio, divulgada em fins de março.
– Por outro lado, a produtividade média é estimada em queda de 0,5 scs/ha em comparação com o relatório do mês anterior, para 186,2 scs/ha. A queda de produtividade está ligada à perda de qualidade das lavouras, notadamente nas porções oeste e norte do cinturão.
– Também, os estoques de milho dos EUA são esperados em queda de algo como 0,5MT, para 27,7MT comparativamente a julho.
– Enquanto isto, a produção brasileira é esperada em acentuada queda, para 91,5MT, ante 98,5MT previstas em junho.

– De acordo com o USDA, as vendas de milho referentes à semana anterior ficaram em 0,37MT. Na temporada, o volume chega a 69,7MT, ante 42,5MT do mesmo intervalo do ano anterior. A meta do USDA para este ciclo, que termina em 31 de agosto, é de 72,4MT.
– Segundo a consultoria Agrolink, a acentuada elevação dos preços internos do milho, impulsionados por perdas adicionais em decorrência das geadas, pode ser pressionado diante da crescente internação de milho Argentino. Calcula-se que, para os grandes compradores, o milho argentino pode chegar ao interior de SC na faixa de R$90,00/95,00. As ofertas do mercado interno estão bem acima deste patamar.
– Internamente, os participantes seguem avaliando as perdas resultantes da longa estiagem e da recente onda de frio, que terão impacto desastroso sobre os índices de produtividade e qualidade dos grãos. O mercado vai buscando um novo denominador de preço que contemple a atual situação de redução da oferta. A participação dos vendedores segue muito limitada. Indicações de compra são sugeridas na faixa entre R$ 96,00/98,00 no oeste do estado, dependendo de prazos e de localização; em Paranaguá, entre R$ 75,00/77,00.
CÂMBIO – Opera em alta, a R$5,25; na sexta-feira fechou em, a R$ 5,239. Real segue sofrendo perdas diante do cenário político; forte alta dos índices de inflação e temor dos investidores. (Granoeste Corretora: Camilo / Stephan).