Comentário de Mercado

SOJA – CBOT opera em alta de 12 a 15 cents, a U$ 14,28/agosto, neste momento, manhã de quarta-feira. Ontem os ganhos chegaram a 10 cents no vencimento agosto. O mercado segue sustentado pelas projeções de clima quente e seco para extensas áreas de cultivo dos EUA, notadamente nas porções oeste e norte, onde esta temporada se mostra muito irregular (e escassa) no regime de chuvas.
– As chuvas da semana anterior mantiveram estáveis as condições das lavouras, depois de várias semanas de perda de qualidade. Segundo o USDA, 59%, das áreas seguem avaliadas como boas/excelentes; 30%, regulares e 11%, ruins/péssimas. Na mesma data do ano passado, os índices eram, respectivamente, 68%, 25% e 7%.

– As lavouras vão chegando ao chegam ao período mais crítico de sua evolução, quando definitivamente se estabelece a produtividade. De acordo com o levantamento, 46% entraram em floração, ante 46% da mesma época do ano anterior e 40% de média. Dez por cento das áreas já alcançaram a fase de formação de vagens, mesmo índice do ano passado e da média histórica.

– Internamente, os preços ganharam musculatura nos últimos dias; porém, o volume de negócios segue bastante limitado. Entre momentos de altas e baixas, a formação dos preços vem recebendo apoio dos prêmios e dos ganhos na CBOT. O câmbio também teve momentos de forte alta; porém nos últimos dias vêm se postando num patamar mais acomodado. Nos portos brasileiros, os prêmios são indicados, no mercado spot, na faixa entre 85 e 100 cents sobre a CBOT.
– Indicações de compra no oeste do estado entre R$ 162,00/163,00 e em Paranaguá, na faixa de R$ 168,00/169,00 por saca – dependendo de prazo de pagamento e, no interior, também do local de embarque.

MILHO – A Bolsa de Chicago opera em leve alta, a U$ 5,53/set, neste momento, manhã de quarta-feira. Ontem, a posição setembro fechou com ganhos de 6 pontos. Mercado segue focado no clima norte-americano, com indicações de retorno de tempo seco e quente nos próximos dias em extensas áreas de cultivo. Os ganhos no petróleo também são positivos para o milho pela conexão através do etanol.
– Em contrapartida, o noticiário internacional especula sobre a possibilidade de a China reduzir a importação de milho nos próximos meses. Em volumes totais, a China, que importou 7,6MT de milho no último ano, passaria para 26,0MT neste ano.
– As cotações de milho apresentaram acentuada queda na bolsa norte-americana nos últimos 60 dias. No início de maio, os preços chegaram ao melhor patamar em nove anos, a U$ 7,70. Hoje a posição presente é cotada na faixa de U$ 5,50, o que representa queda de quase 30%. Contudo, o atual nível de preços é 82% superior ao patamar mais baixo dos últimos anos, que foi observado em abril do ano passado (U$ 3,02 por bushel).
– Preços acomodados na Bolsa de Chicago representam certo alívio para o abastecimento interno brasileiro, uma vez que limitam as exportações do produto que está em fase de colheita e, ao mesmo tempo, estimulam as importações, notadamente para estados como o Rio Grande do Sul e Santa Catarina. Cálculos indicam que o milho argentino chegaria aos portos destes estados na faixa entre R$ 88,00/92,00 por saca.
– O mercado doméstico se mantêm com preços firmes, sustentados pelas acentuadas perdas de produção e segue avaliando o impacto desastroso da longa estiagem e das geadas. Melhores levantamentos devem ser feitos até o final do mês, quando parte das áreas estiverem colhidas. A participação dos vendedores segue limitada. Indicações de compra são sugeridas na faixa entre R$ 96,00/98,00 no oeste do estado, dependendo de prazos e de localização; em Paranaguá, entre R$ 75,00/77,00.
CÂMBIO – opera em acentuada queda, cotado a R$ 5,10; ontem, fechou em R$ 5,181. (Granoeste Corretora: Camilo / Stephan).