Comentário de Mercado

SOJA – CBOT opera em alta de 3 a 6 cents, a U$ 14,58/agosto, neste momento, manhã de segunda-feira. Na sexta-feira, o mercado fechou com alta entre 7 e 11 cents nos principais vencimentos.
– O clima adverso, notadamente nas porções oeste e norte do cinturão de cultivo dos EUA, com baixa umidade e altas temperaturas, segue no radar dos investidores e promove sustentação para os preços. Logo mais, no fim da tarde hoje, o USDA irá divulgar uma nova atualização sobre as condições e estágio das lavouras.
– Na Argentina, o governo reduziu de 10% para 5% a necessidade de mistura de biodiesel no óleo diesel. A mesma determinação legal dá poderes ao Ministério de Energia para reduzir para até 3%, dependendo das condições do mercado.
– Ao mesmo tempo, a mistura de etanol na gasolina foi mantida em 12%, sendo 6% produzido com base em cana de açúcar e 6% com origem no milho.
– Enquanto, isto no Brasil, o teor de mistura de biodiesel no óleo diesel, que havia sido reduzido de 13% para 10%, será elevado para 12% nos próximos meses. A associação de indústrias segue trabalhando para retornar à mistura de 13% e, depois, conforme regulamentos aprovados em anos anteriores, para teores de 14% até março/22 e de 15% até o final do ano que vem.
– Levantamento da consultoria Safras & Mercado indica que a área semeada com soja no Brasil deverá aumentar algo como 2,3% na temporada 2021/22, para 39,82 milhões de hectares. Na última estação a extensão chegou a 38,93MH. A produção poderá alcançar 142,2MT, ante 137,2MT da última campanha.
– Internamente, os preços vêm se firmando nos últimos dias; porém, o volume de negócios segue bastante limitado. Além dos ganhos na CBOT, a taxa de câmbio volta a subir e a sustentar as indicações de compra. Nos portos brasileiros, os prêmios no spot são indicados na faixa entre 75 e 85 cents sobre a CBOT.
– Indicações de compra no oeste do estado entre R$ 166,00/167,00 e em Paranaguá, na faixa de R$ 173,00/174,00 por saca – dependendo de prazo de pagamento e, no interior, também do local de embarque.

MILHO – A Bolsa de Chicago opera em alta de 7 a 8 pontos, a U$ 5,63/set, neste momento, manhã de segunda-feira, recuperando-se das perdas de 4 a 8 pontos do fechamento de sexta-feira. Mercado segue com os olhares voltados para o clima nos EUA, com o retorno do tempo quente e seco em vários pontos do cinturão de cultivo.
– De acordo com Safras & Mercado, a colheita de milho safrinha na região Centro-Sul atinge 23,8%. Em equivalente período no ano anterior, o percentual era de 40,6% e a média de 5 anos, 38,3%. Por estado, os trabalhos se encontram nos seguintes índices: Mato Grosso, 38,9%; Mato Grosso do Sul, 18,9%; Goiás, 12,3%: Paraná, 10,2%; São Paulo, 6,7% e Minas Gerais, 4,3%.
– Para o IMEA, a colheita no Mato Grosso está ainda mais avançada, chegando a 51,9%, ante 75,6% da mesma época no ano anterior.
– De acordo com o DERAL, as condições do milho safrinha no Paraná continuam a se deteriorar e se encontram em: 11% boas, 45%regulares e 44% ruins/péssimas. Duas semanas atrás, os índices eram, respectivamente, de 12%, 46% e 42%. Nas regiões mais ao norte do estado há levantamentos que indicam perdas na faixa de 80% a 85%; no Sudoeste, entre 70% a 75% e no Oeste, 55%. Além da perda na quantidade, há sérios prejuízos à qualidade dos grãos.
– O mercado doméstico se mantêm com preços firmes, sustentados pelas acentuadas perdas de produção. A participação dos vendedores segue limitada. Indicações de compra são sugeridas na faixa entre R$ 98,00/100,00 no oeste do estado, dependendo de prazos e de localização; em Paranaguá, entre R$ 76,00/78,00.

CÂMBIO – opera em forte alta, cotado a R$ 5,19; na sexta, fechou em R$ 5,116. (Granoeste Corretora: Camilo / Stephan).