Comentário de Mercado

SOJA – CBOT opera em leve alta, a U$ 14,44/agosto, neste momento, manhã de quarta-feira. Ontem os principais vencimentos fecharam com ganhos de 15 cents. O mercado segue impulsionado pelas projeções de clima quente e seco em importantes áreas de cultivo dos EUA.
– A porção norte dos EUA apresenta visível deterioração na qualidade das lavouras. Estados como as Dakotas contam com apenas entre 20% e 30% das áreas em bom/excelente aspecto; Minnesota (terceiro estado em volume de produção) conta com somente 43%. A perda de qualidade nesta região puxa para baixo a média nacional que, segundo o USDA, está com 60% das lavouras em boas/excelentes condições.
– As lavouras estão entrando na fase mais crítica de sua evolução. De acordo com o USDA, 63% entraram em floração e 23% em formação de vagens.
– As exportações brasileiras de soja devem alcançar 9,0MT em julho, ante 10,4MT do mesmo mês do ano passado. Nesta temporada, o volume embarcado chega a 66,8MT, ante 65,5MT do mesmo intervalo da estação anterior.
– Internamente, os preços se mantêm firmes, com câmbio acima de R$ 5,20 e CBOT em alta. Os preços internacionais, apesar de alguns solavancos, vêm mostrando força, notadamente pelas dúvidas sobre a evolução da safra norte-americana. Prêmios nos portos brasileiros são indicados na faixa de 75/85 no spot e entre 125/140 para embarque setembro.
– Indicações de compra no oeste do estado entre R$ 167,50/169,00 e em Paranaguá, na faixa de R$ 174,00/175,00 por saca – dependendo de prazo de pagamento e, no interior, também do local de embarque.

MILHO – A Bolsa de Chicago opera em alta de 6 cents, a U$ 5,77/set, neste momento, manhã de quarta–feira. Ontem, mercado fechou com alta de 13 a 15 pontos nas principais posições.
– Nos EUA, o debate sobre biocombustíveis está longe do fim. Um grupo de senadores está propondo a remoção total da obrigatoriedade da mistura de etanol na gasolina – informa a agência Reuters. A principal motivação é o alto custo do milho e o encarecimento da alimentação animal e humana. Mesmo que haja a remoção da obrigatoriedade, poderá continuar havendo o uso espontâneo, desde que haja viabilidade econômica. Atualmente, a produção de etanol consome cerca de 35% da colheita de milho do país.
– De acordo com a ANEC, os embarques de milho neste mês devem alcançar 3,0MT, ante 5,1MT embarcadas em julho do ano passado. Nesta temporada, até meados deste mês, os embarques somam 1,85MT, ante 3,5MT do mesmo intervalo do ano passado.
– No Paraná, segundo o DERAL, a colheita atinge 4%. As condições das lavouras são: 10% boas/excelente, 44% regulares e 46% ruins; e se encontram nos seguintes estágios: 4% floração, 37% frutificação e 59% maturação.
– O mercado doméstico se mantêm com preços firmes, sustentados pelas drásticas perdas de produção. A participação dos vendedores segue limitada. Indicações de compra são sugeridas na faixa entre R$ 100,00/102,00 no oeste do estado, dependendo de prazos e de localização; em Paranaguá, entre R$ 77,00/79,00.
CÂMBIO – opera em alta, cotado a R$ 5,24; ontem fechou a R$ 5,23. (Granoeste Corretora: Camilo / Stephan).