Comentário de Mercado

SOJA – CBOT opera em forte alta, entre 16 e 18 cents, a U$ 14,30/agosto, neste momento, manhã de terça-feira. Ontem, depois de muito pressionados, os preços se recuperaram e fecharam com ganhos entre 6 e 11 cents nos principais vencimentos.
– O mercado é sustentado pela piora das condições das lavouras norte-americanas. No fim da tarde de ontem, o USDA divulgou relatório de acompanhamento de safra indicando queda de dois pontos percentuais na qualidade das plantações de soja. As áreas tidas como boas/excelentes somam 58%, ante 60% da semana passada e 72% de um ano atrás; as áreas consideradas regulares perfazem 30%, contra 29% de uma semana e 22% da mesma data de 2020; já, as lavouras ranqueadas como ruins/péssimas somam 12%, ante 11% de sete dias atrás e 6% de um ano atrás.
– A porção norte do cinturão continua sendo a mais crítica. O estado da Dakota do Norte conta com apenas 17% na categoria bom/excelente; Dakota do Sul, com 26% e Minnesota, com 36%. Todos estes estados perderam entre 3 e 6 pontos percentuais ao longo da última semana. No coração do Meio Oeste, Iowa perdeu 5 pontos percentuais na semana e conta agora com 61% nesta categoria.
– As lavouras definitivamente entraram no período mais crítico de sua evolução. De acordo com o USDA, 76% das áreas entraram em floração, ante 74% de um ano atrás; 42% chegaram ao estágio de formação de vagens, contra 40% da mesma semana do ano passado.
– O Index, cujo número 100 indica normalidade na evolução das lavouras, permanece em 99, ante 105 da mesma semana do ano passado.
– As exportações brasileiras de soja somam, até aqui, em julho, 7,02MT, elevando o total desta temporada para 68,2MT – informa a SECEX. No mesmo período do ano passado o acumulado era de 68,5 MT.
– No mercado interno, as indicações de compra voltam a se firmar, em linha com os ganhos observados no mercado internacional e no câmbio. Tudo indica que os preços ganham um novo momento de alta em razão da deterioração das lavouras norte-americanas.
– Prêmios nos portos brasileiros são indicados na faixa de 80/95 no spot e entre 130/140 para embarque setembro. Indicações de compra no oeste do estado entre R$ 166,00/167,00 e em Paranaguá, na faixa de R$ 171,00/172,00 por saca – dependendo de prazo de pagamento e, no interior, também do local de embarque.

MILHO – A Bolsa de Chicago opera em alta, entre 7 e 8 cents, a U$ 5,57/set, neste momento, manhã de terça–feira. Ontem, o mercado fechou entre 2 a 4 pontos de alta nos principais vencimentos. Mercado sobe postado na piora nas condições das lavouras nos EUA.
– Ontem, no fim da tarde, o USDA divulgou o relatório semanal de acompanhamento das lavouras de milho. O percentual bom/excelente caiu um ponto em relação à semana anterior, sendo este ponto adicionado à categoria ruim. As condições de milho ficaram em: 64% boas/excelentes, 26% regulares e 10% ruins. Na semana equivalente do ano anterior, as condições eram, respectivamente, 72%, 21% e 7%.
– Quanto ao estágio, o percentual de lavouras na fase de pendoamento chega a 79%, ante 56% da semana anterior, 79% da mesma semana no ano passado e 73% de média; na fase de enchimento de grãos, 18% nesta semana, contra 8% da semana passada, 20% da mesma época no ano anterior e 17% de média.
– O Index do milho (que resume a qualidade do desenvolvimento das lavouras e cujo número 100 representa a evolução dentro da normalidade) vem se mantendo em 102 há seis semanas. Na mesma época do ano passado era de 105.
– De acordo com a ASGV (Associação Gaúcha de Avicultura), a JBS importou 30 navios de milho argentino, que chegam ao Brasil com custo de R$15,00/20,00 por saca abaixo do preço praticado internamente. De acordo com o presidente da ASGV, outras empresas também já importaram milho argentino, e que esta dinâmica implica numa nova configuração no mercado. Além disso, com as altas cotações do milho, cada vez mais serão utilizados os cereais de inverno para alimentação animal, como trigo e triticale.
– A colheita da safra brasileira de milho inverno chega a 33,8% no centro sul do Brasil, ante 51,6% da mesma época do ano passado e média histórica de 49,8% – informa a consultoria Safras & Mercado, em boletim divulgado na última sexta-feira. No Mato Grosso os trabalhos chegam a 48,8% (ante 81% da mesma época do ano passado) e no Paraná, a 16,7% (23,5%).
– O mercado doméstico se mantém com preços firmes, sustentados pelas drásticas perdas de produção e necessidade de importação. A participação dos vendedores segue limitada; ao mesmo tempo, a colheita avança em todas as regiões do país. Indicações de compra são sugeridas na faixa entre R$ 102,00/104,00 no oeste do estado, dependendo de prazos e de localização; em Paranaguá, entre R$ 80,00/82,00.
CÂMBIO – opera em alta, em R$ 5,19. Ontem, fechou em 5,1750 (Granoeste Corretora: Camilo / Stephan).