Comentário de Mercado

SOJA – CBOT opera em leve baixa nesta manhã de terça-feira, a U$ 8,53/maio. Ontem o mercado caiu 9 cents, pressionado pela continuidade das incertezas sobre a demanda global.
O mercado segue abalado pelos desdobramentos do novo coronavírus – que afeta de maneira drástica toda a economia mundial. Ainda há mais perguntas do que respostas e as projeções para a saída da crise são vagas e incertas. Crescem os temores sobre a redução da demanda, inclusive de produtos básicos e alimentares. Rumores dão conta de que, nos EUA, algumas plantas de processamento de carnes paralisaram as atividades, elevando o grau de preocupação com a demanda por farelos e rações.
No caso da China, em março, as importações de soja somaram apenas 4,3MT, o menor volume mensal desde o início de 2015. No primeiro trimestre, no entanto, o volume importado ainda é superior ao do mesmo período do ano passado em 6%, com 17,8MT.
Apesar da divulgação de robustos pacotes de ajuda econômica por todos os países centrais, ainda é cedo para afirmar qual será o impacto destas medidas. O fato é que elas só terão efeito positivo sobre a retomada da produção após sinais claros de que a pandemia esteja sob controle.
A formação do preço no Brasil foi largamente beneficiada pela desvalorização do Real que, nos últimos dias, atingiu recordes históricos frente ao Dólar. Aproveitando o bom momento, as vendas por parte do produtor seguem em ritmo recorde, sobrecarregando todos os canais de escoamento. De acordo com levantamento da consultoria Safras & Mercado, a comercialização chega a 73,9%, ante 48,3% do mesmo período do ano passado e 51,4% de média histórica.
Enquanto isto, a colheita entra na reta final. Segundo boletim da mesma consultoria, divulgado no último fim de semana, os trabalhos estão concluídos em 87,6%, ante 85,3% de média histórica e 89,1% do mesmo intervalo do ano passado.
Mercado segue muito ativo, com indicações de compra no oeste do estado na faixa entre R$ 93,50/94,50 – dependendo de local de embarque e de prazo de pagamento. Em Paranaguá, indicações entre R$ 101,50/103,00 – dependendo de período de entrega e de prazo de pagamento.
MILHO – CBOT opera estável nesta manhã de terça-feira, a U$ 3,31/maio. Depois de perdas acentuadas durante fevereiro e março, o mercado se estabilizou nos atuais patamares nos últimos dias. A BMF trabalha em alta de 0,2%, cotada a R$47,15/maio.
A demanda mundial tende a se arrefecer, com redução da produção de etanol (que perde na concorrência para os derivados do petróleo) e com o menor consumo de rações. O USDA no último relatório de oferta e demanda elevou os estoques finais globais em 6,0MT, para 303,2MT. Nos EUA, a previsão de estoques subiu de 48MT para 53,2MT.
No acumulado, as exportações norte-americanas seguem lentas, somando, até aqui 20,4MT, ante 31,9MT do mesmo período do ano passado.
Ainda nos EUA, segundo o USDA, o plantio de milho chega a 3%, mesmo índice do ano passado. A média histórica para esta semana é de 4%.
Internamente, mais lotes começam a vir a mercado, provocando alguma pressão sobre as indicações de compra. Porém, os preços seguem sustentados pela demanda doméstica, definidos regionalmente e, em geral, ainda com larga margem acima da paridade internacional. Os problemas climáticos ocorridos no RS durante a evolução da safra de verão, e a falta de chuvas nas últimas semanas em extensas regiões do PR e do MS colocam em dúvida a obtenção de uma colheita na faixa de 100MT. Estas estimativas tendem a sofrer revisão negativa nas próximas semanas.
Vagas indicações de compra no oeste do estado na faixa entre R$ 46,50/47,50 – com vendedores resistindo na faixa entre R$ 48,00/50,00 – dependendo de prazos e de localização.
(AS INDICAÇÕES DE PREÇO, TANTO PARA SOJA QUANTO PARA MILHO, SÃO UMA IDEIA GENÉRICA DE PREÇOS PARA O OESTE DO ESTADO E, EVENTUALMENTE, PARA O PORTO DE PARANAGUÁ. PARA INDICAÇÕES MAIS PRECISAS É NECESSÁRIO SUBMETER O LOTE EM QUESTÃO NUMA PROPOSIÇÃO FIRME DE VENDA PARA O MERCADO – PARA ISTO, LIGUE PARA GRANOESTE: (45) 3220-8383).
DÓLAR – Depois da forte alta de ontem, o dólar opera em leve queda, na faixa de R$ 5,17 neste momento. (GRANOESTE CORRETORA – Camilo /Stephan).