Comentário de Mercado

SOJA – CBOT opera em leve alta, de 6 a 8 cents, a U$ 14,25/agosto neste momento, manhã de quarta-feira. Ontem, os principais vencimentos fecharam em alta de 2 a 5 cents. As atenções do mercado seguem centradas no desenvolvimento da safra norte-americana. A porção norte do cinturão continua apresentando um quadro de deterioração das plantas em face das altas temperaturas e baixa umidade do solo.
– De acordo com boletim do USDA, o estado da Dakota do Norte apresentou perda de três pontos na qualidade das lavouras na última semana e conta com apenas 17% em boas/excelentes condições; a Dakota do Sul também teve perdas de três pontos e soma apenas 26%; enquanto que Minnesota caiu de 42% para 36%. O principal estado produtor, Iowa, teve queda de cinco pontos percentuais, para 61% na última semana.
– Por outro lado, o mercado também enxerga certa acomodação da demanda, com foco em três variáveis: redução do uso de biocombustíveis, possibilidade de aumento dos estoques dos EUA diante da lentidão dos embarques e queda marginal no uso de farelo de soja na produção de rações na China.
– As projeções indicam embarques de 8,5MT de soja pelos portos brasileiros neste mês de julho. Até agora, na temporada, o volume acumulado chega a 68,2MT, ante 68,5MT do mesmo período do ano passado.
– No mercado interno, as indicações de compra se mantêm relativamente estáveis nos últimos dias, sem maiores movimentações nas três variáveis: CBOT, câmbio e prêmios. Porém, esta tranquilidade parece ter vida curta uma vez que a safra norte-americana está no período mais crítico de sua evolução e o clima não tem sido muito amigável. Internamente, agosto começa com a retomada dos trabalhos da CPI, que sempre pode promover turbulências e mexer com o câmbio.
– Prêmios nos portos brasileiros são indicados na faixa de 80/95 no spot e entre 130/140 para embarque setembro. Indicações de compra no oeste do estado entre R$ 165,00/166,00 e em Paranaguá, na faixa de R$ 170,00/171,00 por saca – dependendo de prazo de pagamento e, no interior, também do local de embarque.

MILHO – A Bolsa de Chicago opera em alta de 1 a 2 cents, a U$ 5,50/set, neste momento, manhã de quarta–feira. Ontem, o mercado fechou com cotações ligeiramente negativas.
– O clima nos EUA se apresenta bastante variado, com áreas mais ao norte registrando perdas significativas devido ao tempo quente e seco; enquanto isto, outras regiões, notadamente do centro-sul e leste, se encaminham para índices de produtividade acima da média. Chuvas são esperadas nos próximos dias no Corn Belt, mas tudo indica que áreas em extrema necessidade tendem a passar em branco.
– De acordo com a ANEC, em julho, são esperadas exportações de milho brasileiro da ordem de 3,2MT, ante 5,1MT do mesmo mês do ano passado.
– De acordo com o Deral, a colheita da safrinha paranaense atinge 7%, ante 17% da mesma semana do ano anterior. Em relação à qualidade, 9% das lavouras estão em boas condições, 59%, regulares e 32% ruins; se dividem entre os estágios de floração, 3%; frutificação, 16% e maturação, 18%.
– De acordo com informações de técnicos da Coopavel, veiculadas na agência Safras & Mercado, a produtividade das lavouras na área de atuação da cooperativa está estimada em 110 scs/ha, ante uma média histórica de 265/280 scs/ha. As seguidas ondas de frio tendem a reduzir ainda mais os já minguados índices de produtividade das lavouras.
– O mercado doméstico se mantém com preços firmes, sustentados pela drástica perda de produção e necessidade de importação. Contrariamente a anos anteriores, os preços domésticos serão balizados pela paridade de IMPORTAÇÃO e não pela paridade de EXPORTAÇÃO. A participação dos vendedores segue limitada; ao mesmo tempo, com maior ou menor índice, a colheita avança em todas as regiões. Indicações de compra são sugeridas na faixa entre R$ 101,00/103,00 no oeste do estado, dependendo de prazos e de localização; em Paranaguá, entre R$ 80,00/82,00.
CÂMBIO – opera em leve baixa, em R$ 5,16. Ontem, fechou em 5,175 (Granoeste Corretora: Camilo / Stephan).