Comentário de Mercado

SOJA – CBOT opera em queda de 8 a 10 cents, a 14,04/agosto, neste momento, manhã de segunda-feira. Na sexta-feira houve perdas entre 20 e 30 cents nos principais vencimentos. O mercado é pressionado por previsões de chuvas em extensas áreas de cultivo dos EUA; porém, muitas regiões em extrema necessidade, notadamente na porção norte, devem passar em branco. As temperaturas tendem a ficar mais amenas, depois de uma forte onda de calor.
– Entre altos e baixos, o mês de julho fechou com perdas de pouco mais de 1%. Desde o início do ano, porém, os ganhos chegam a 12%.
– As lavouras norte-americanas estão na fase mais crítica de sua evolução (floração, formação de vagens e grãos). Por esta razão o comportamento do clima se torna decisivo. Logo mais, no fim da tarde, o USDA irá divulgar uma nova atualização sobre o estágio e as condições das lavouras.
– No dia 12 de agosto terá mais um relatório mensal de oferta e demanda, desta vez a estimativa de produção será com base em levantamento de campo (e não apenas com base na média histórica).
– Além das atenções voltadas para a oferta, com foco na evolução da safra dos EUA, o mercado segue atento à demanda. Analistas enxergam perda de ritmo do consumo com as recentes medidas de redução do uso de biocombustíveis, com o baixo ritmo dos embarques norte-americanos e com a utilização de produtos alternativos (como trigo e arroz) na produção de rações na China.
– Internamente, depois de um grande volume de operações antecipadas, os produtores se mantêm retraídos. As primeiras Indicações de compra se apresentam pressionadas por perdas no câmbio e na CBOT.
– Com a safra norte-americana no período mais crítico de sua evolução e diante das dúvidas climáticas, os produtores ficam na expectativa de sobressalto nos preços, que podem gerar oportunidades mais atrativas de venda.
– Prêmios nos portos brasileiros são indicados em alta, na faixa de 135 / 145. Indicações de compra no oeste do estado entre R$ 163,00/164,00 e em Paranaguá, na faixa de R$ 168,00/170,00 por saca – dependendo de prazo de pagamento e, no interior, também do local de embarque.

MILHO – A Bolsa de Chicago opera em leve baixa, a U$ 5,44/set, neste momento, manhã de segunda–feira. Na sexta-feira, o mercado fechou com cotações negativas, superiores a 10 cents, nos principais vencimentos, em face da expectativa de chuvas benéficas no Corn Belt e demanda chinesa mais fraca.
– De acordo com o IMEA, a colheita no MT chegava a 84,2% até a última sexta-feira. Na semana anterior, o índice era de 72,8% e, em período equivalente no ano passado, o percentual era de 93,6%.
– O mercado doméstico apresenta certo recuo nas cotações, com o surgimento de maior volume de ofertas, tanto de lotes remanescentes de produto velho bem como de produto novo. A colheita se intensifica em todas as regiões do país; boa parte dos produtores consideram a importância de atuar na ponta vendedora nos atuais patamares de preço. Em razão da acentuada queda na de produção, contrariamente a anos anteriores, os preços domésticos tendem a ser balizados pela paridade de IMPORTAÇÃO e não pela paridade de EXPORTAÇÃO. Indicações de compra são sugeridas na faixa entre R$ 100,00/102,00 no oeste do estado, dependendo de prazos e de localização; em Paranaguá, entre R$ 78,00/80,00.
CÂMBIO – opera em forte baixa, a R$ 5,14. Na sexta-feira, fechou em expressiva alta, a R$ 5,21 (Granoeste Corretora: Camilo / Stephan).