Comentário de Mercado

SOJA – CBOT opera com perdas entre 20 e 25 cents, a U$ 14,00/agosto, neste momento, manhã de terça-feira. Ontem, depois de registrar perdas de até 15 cents, o mercado ganhou força e fechou no campo positivo, com alta de até 5 cents nos principais vencimentos.
– Hoje, os preços são pressionados pela surpreendente melhora das condições das lavouras norte-americanas, que contrariou a expectativa do mercado. Pesa também o mau humor dos mercados internacionais, notadamente pelo avanço da variante delta do coronavírus.
– De acordo com o USDA, em boletim divulgado no fim da tarde de ontem, as plantações de soja ganharam dois pontos na categoria bom/excelente ao longo da última semana e somam, agora, 60%, ante 58% da semana anterior e 73% de um ano atrás. As áreas consideradas regulares perfazem 28%, contra 30% da semana passada e 21% da mesma data de 2020. Já, as lavouras ranqueadas como ruins/péssimas somam 9%, ante 9% de sete dias atrás e 6% de igual semana do ciclo anterior.
– Os estados mais ao norte seguem castigados pela falta de chuvas. A Dakota do Norte conta com 17% na categoria bom/excelente (mesmos 17% da semana anterior); Dakota do Sul, com 30% (26%) e Minnesota, com 34% (36%). Ao mesmo tempo, os estados centrais, Iowa segue com 61% das lavouras tidas como boas/excelentes e Illinois conta com 67% (ante 64% da semana anterior).
– Quanto ao estágio, em nível nacional, 86% das lavouras entraram em floração, ante 84% da mesma data do ano passado e 82% de média histórica. Enquanto isto, 58% entraram na fase de formação de vagens, contra 57% de um ano atrás e 52% de média.
– O ritmo de negócios no mercado interno segue lento, com preços pressionados pelas perdas na bolsa norte-americana. As perdas são limitadas pela alta do câmbio e pela firmeza dos prêmios nos portos brasileiros (que giram entre 140/150 acima de Chicago).
– Indicações de compra no oeste do estado na faixa de R$ 163,00/164,00 e em Paranaguá, entre R$ 168,00/169,00.

MILHO – A Bolsa de Chicago opera em baixa de 4 a 5 cents, a U$ 5,53/set, neste momento, manhã de terça–feira. Ontem, o mercado fechou com cotações positivas, superiores a 10 cents, nos principais vencimentos, suportadas por dados positivos relativos ao consumo e pela valorização do trigo.
– Nos EUA, informa o USDA, as condições das lavouras de milho tiveram piora de dois pontos na categoria bom/excelente em relação à semana passada. Os índices são: 62% bom/excelente, 27% regular e 11% ruim/péssimo. Na semana passada eram, respectivamente, de 64%, 26% e 10% e, na mesma semana do ano anterior, eram, pela mesma ordem, de 72%, 21% e 7%.
– Em fase de pendoamento encontram-se 91% das lavouras, ante 79% da semana anterior, 91% de equivalente período no ano passado e 86% de média. Trinta e oito por cento se encontram no estágio de formação de grãos, contra 18% da semana passada, 37% da mesma época da temporada anterior e 33% de média.
– A exemplo da soja, também para o milho são os estados mais ao norte que apresentam as piores condições de desenvolvimento. Entre Minessota, Dakota do Norte e do Sul, a média da categoria bom/excelente fica abaixo dos 30 pontos, menos da metade da média nacional.
– As exportações brasileiras de milho somaram 1,98MT em julho, segundo dados da SECEX. Na temporada, o volume chega a 3,34MT, ante 5,38MT do mesmo intervalo do ano passado.
– O mercado doméstico apresenta certo recuo nas cotações, com o surgimento de maior volume de ofertas, tanto de lotes remanescentes de produto velho bem como de produto novo. A colheita se intensifica em todas as regiões do país; boa parte dos produtores consideram a importância de atuar na ponta vendedora nos atuais patamares de preço. Em razão da acentuada queda na produção, contrariamente a anos anteriores, os preços domésticos tendem a ser balizados pela paridade de IMPORTAÇÃO e não pela paridade de EXPORTAÇÃO. Indicações de compra são sugeridas na faixa entre R$ 101,00/103,00 no oeste do estado, dependendo de prazos e de localização; em Paranaguá, entre R$ 79,00/80,00.
CÂMBIO – opera em forte alta, a R$ 5,25. Ontem fechou em baixa, a R$ 5,165 (Granoeste Corretora: Camilo / Stephan).