Comentário de Mercado

SOJA – CBOT opera em queda de 4 a 6 cents, a U$ 14,18/agosto neste momento, manhã de segunda-feira. A semana passada fechou com alta de apenas 0,5%, apesar de um mercado bastante volátil, atento à evolução do clima nos campos do Meio Oeste.
– As lavouras entraram na fase mais decisiva para a determinação da produtividade: floração, formação de vagens e de grãos. Logo mais, no fim da tarde, o USDA irá divulgar uma nova atualização sobre as condições e estágios das lavouras. Também, nesta quinta, tem relatório mensal de oferta e demanda, o qual merece especial atenção.
– O mercado também está atento nos volumes de embarque dos EUA, que pode não cumprir o programa de embarques previstos para esta temporada, que termina neste fim de agosto. Ainda hoje, o USDA irá divulgar o boletim de inspeções semanais de embarque. Não cumprir as metas representa maiores estoques em solo norte-americano.
– Durante este final de semana muitas regiões, inclusive partes das Planícies do Norte que estão muito secas, receberam alguns volumes de chuvas. Porém, as perdas nas Dakotas e em Minessota são consideradas bastantes significativas.
– A China importou 8,7MT de soja durante julho, queda de 14% sobre as 10,1MT internadas no mesmo mês do ano passado. No acumulado, neste ano as importações chegam a 57,6MT, aumento de 4,5% em relação ao mesmo período do ano passado.
– Internamente, os negócios seguem lentos. Algumas regiões começam a apresentar preços acima da paridade internacional em razão do aumento da demanda para consumo interno e local. Prêmios nos portos entre 145/155 sobre a CBOT.
– Indicações de compra no oeste do estado entre R$ 166,00/167,00 e em Paranaguá, na faixa de R$ 170,00/171,00 por saca – dependendo de prazo de pagamento e, no interior, também do local de embarque.

MILHO – A Bolsa de Chicago opera em baixa, de 5 a 6 pontos neste momento, manhã de segunda-feira, cotada a U$ 5,48/setembro. Na sexta-feira, o mercado fechou com ganhos de até 3 cents nos principais vencimentos. Na última semana, a posição dezembro teve ganhos de 2%.
– O mercado internacional de milho está atento à demanda pelo grão norte-americano e ao clima nos EUA. Durante o último fim de semana, chuvas esparsas caíram entre partes das Dakotas, onde a falta de umidade é preocupante. Melhores precipitações ocorreram nas regiões centrais até o sul dos EUA. Mais pluviosidade está prevista para a região do Corn Belt para os próximos dias. Outro fator importante é a qualidade das lavouras norte-americanas, que caíram na semana anterior; o mercado aguarda com ansiedade a nova atualização, que será divulgada pelo USDA no fim da tarde de hoje.
– Uma nova usina de etanol foi anunciada pela empresa de tecnologia americana ICM e pela brasileira Neomille, que será construída na cidade de Maracaju, no MS. A usina terá capacidade de processar 1,1MT de milho por ano, resultando em 500 milhões de litros de etanol, 23 milhões de litros de óleo de milho e 390 mil tons de DDG. A construção está prevista para o primeiro semestre de 2022, com início das atividades no segundo semestre de 2023.
– O mercado doméstico se mantêm com cotações mais comedidas diante da melhora da oferta, tanto de lotes remanescentes de produto velho como de produto novo. Algumas integrações buscaram se abastecer com mais intensidade assim que houve agravamento das perdas com as geadas (aproveitando o grande volume de operações de wash out e importações) e agora se mantêm acomodadas em suas indicações de compra.
– Em razão da acentuada queda na produção, contrariamente a anos anteriores, os preços domésticos tendem a ser balizados pela paridade de IMPORTAÇÃO e não pela paridade de EXPORTAÇÃO. Poucas indicações de compra nesta manhã, as quais são sugeridas em algo como R$ 100,00/101,00 no oeste do estado, dependendo de prazos e de localização; em Paranaguá, entre R$ 81,00/82,00.
CÂMBIO – opera em alta nesta manhã, a R$ 5,27. Na sexta-feira, fechou em R$ 5,236 (Granoeste Corretora: Camilo / Stephan).